O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, pediu nesta segunda-feira a China que encontre uma solução rápida e pacifica para a questão do Tibet. Em Pequim, Rogge enfatizou que qualquer ato de violência, independente dos motivos, é incompatível com os valores olímpicos.
Ele também condenou as recentes tentativas de interromper o percurso da tocha olímpica como forma de protesto pela independência tibetana. Rogge fez as declarações ao abrir o encontro de três dias do Comitê Olímpico nacional na capital chinesa.
Enquanto isso, a China chamou de maldosas as tentativas de apagar a chama olímpica durante a passagem da tocha por Londres, neste fim de semana. Sun Weide, porta voz do Comitê dos Jogos Olímpicos de Pequim, disse que os protestos são obra de alguns tibetanos separatistas que estariam tentando sabotar a passagem da tocha.
A tocha olímpica está agora em Paris. A pira chegou à capital francesa na noite de domingo sob forte esquema de segurança para impedir que novos protestos atrapalhem a celebração.
O símbolo olímpico irá passar por 20 países antes de chegar à Pequim, no dia 8 de agosto, quando acontecerá a cerimônia de abertura. Tem-se falado sobre a possibilidade de alguns países boicotarem a ceriônia, caso as forças chinesas continuem a massacrar o Tibet.
Paris
Já é esperado, para esta segunda-feira, protestos durante a passagem da tocha pela capital francesa.
No sábado, o jornal francês Le Monde publicou uma reportagem citando que a ministra francesa dos Direitos Humanos, Rama Yade, teria imposto condições para que o presidente Nicolas Sarkozy compareça aos jogos.
A ministra, no entanto, negou que tenha "imposto condições" e disse ter sido citada "erroneamente" pelo diário francês.
Segundo o Le Monde, a ministra teria dito que Sarkozy só irá aos Jogos se a China puser fim à violência contra a população e libertar prisioneiros, esclarecer os eventos ocorridos no Tibet e abrir negociações com o Dalai Lama.
Ainda assim, analistas acreditam que com a passagem da tocha por Paris alguns membros do governo devem deixar claro sua intenção de não comparecer à cerminônia de abertura das Olimpíadas.