Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

COI diz para presidentes e atletas que não "percam a fé" nos Jogos

Passagem da chama por San Francisco foi marcada por protestos e confusão.

Quinta, 10 de Abril de 2008 às 06:14, por: CdB

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, disse nesta quinta-feira que os Jogos Olímpicos de Pequim vão superar a crise provocada pelos protestos que têm acompanhado a passagem da tocha olímpica em quase todas as cidades de seu roteiro.

Em um encontro com representantes de comitês olímpicos nacionais na capital da China, Pequim, Rogge disse que os representantes desses comitês deveriam assegurar a seus países e seus atletas que os Jogos de Pequim irão se realizar com sucesso.

- Digam a eles que não percam a fé. Digam a eles que irão dar um exemplo e que o mundo estará observando. Nós temos 120 dias para conseguir isso e eu estou certo de que será um sucesso - afirmou Rogge.

"Terroristas"

A China prendeu dois grupos "terroristas" do Turquestão do Leste que, segundo o governo, tinha intenção de atacar os Jogos Olímpicos. Junto com 45 suspeitos foram apreendidos explosivos e armas de fogo, informou um porta-voz do Ministério de Segurança Pública nesta quinta-feira-feira.

A região, que é predominantemente muçulmana, busca a independência da China e os militantes  uighur são os principais agentes dessa luta. Segundo o governo chinês, o grupo planejava ataques a hotéis turísticos de Pequim e Xangai, a prédios do governo e a instalações militares.

Dalai Lama

Nesta quinta-feira o Dalai Lama afirmou, no Japão, que apoia os Jogos Olímpicos de Pequim:

- China é a nação mais populosa, uma nação antiga. Eles realmente merecem as Olimpíadas. Apesar do infeliz incidente no Tibet, minha posição não mudou - declarou o Dalai Lama, antes de seguir para os EUA

O líder  pediu também que as manifestações pro-Tibet não atrapalhassem o revezamento da chama olímpica, mas que as demonstrações fazem parte do direito a liberdade de expressão.

São Francisco

Nesta quarta-feira, a passagem da tocha olímpica por São Francisco, a única cidade dos Estados Unidos incluída no roteiro do revezamento da chama, foi marcada por protestos contra a China e muita confusão.

Um forte esquema de segurança foi montado na cidade para para ver a passagem da tocha, com dezenas de policiais cercando os atletas que participaram do revezamento.

A rota foi completamente mudada na última hora, em meio às manifestações, tanto pró-Tibet como pró-China. Milhares de pessoas esperaram por diversas horas a passagem da tocha. No entanto, logo depois de ser acesa, a tocha foi levada para dentro de um depósito na zona portuária.

A tocha reapareceu uma hora depois, em outro ponto da cidade. Ela foi levada em um carro a um novo ponto de partida, longe dos manifestantes, onde foi entregue a dois corredores, que iniciaram então o trajeto, sob um forte esquema de segurança.

Além de ativistas pró-independência do Tibet, também marcaram presença grupos pró-Mianmar, ativistas pela defesa dos direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, e uma coalizão de grupos de pressão que protestam contra o que afirmam ser uma falta de firmeza do governo chinês em relação ao Sudão, devido aos conflitos na região de Darfur.

Roteiro

A chama olímpica foi acesa em Olímpia, na Grécia, no dia 24 de março, em uma cerimônia também marcada por protestos de ativistas pró-Tibet. A tocha deverá passar por um total de 20 países até chegar a Pequim, no dia 8 de agosto, durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.

Até agora, apenas em duas cidades pelas quais a tocha passou, Almaty (Casaquistão) e São Petersburgo (Rússia), não houve protestos. A passagem da tocha foi marcada por protestos em Atenas, Istambul, Paris e Londres.

Na noite desta quinta-feira a tocha deverá chegar a Buenos Aires, única cidade da América do Sul prevista no roteiro. O governo da capi

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