Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

COI abre caminho para organização compartilhada dos Jogos Olímpicos

O Comitê Olímpico Internacional (COI) abriu as portas nesta terça-feira para que mais de uma cidade ou país recebam uma mesma Olimpíada, em busca de maneiras de reduzir os custos e tornar os Jogos mais atrativos. O COI resistiu por muito tempo às tentativas de países e cidades em sediar conjuntamente o maior evento poliesportivo do mundo

Terça, 18 de Novembro de 2014 às 09:01, por: CdB
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Presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ergue bandeira olímpica durante cerimônia de encerramento dos Jogos da Juventude de Nanjing 2014, na China
O Comitê Olímpico Internacional (COI) abriu as portas nesta terça-feira para que mais de uma cidade ou país recebam uma mesma Olimpíada, em busca de maneiras de reduzir os custos e tornar os Jogos mais atrativos. O COI resistiu por muito tempo às tentativas de países e cidades em sediar conjuntamente o maior evento poliesportivo do mundo, alegando que isso poderia deixar a experiência de fãs e atletas menos intensa, mas o presidente do COI, Thomas Bach, disse que a medida agora faz sentido. Ao apresentar 40 recomendações do COI para mudanças nos Jogos a serem votadas em dezembro, Bach disse a um pequeno grupo de repórteres que, por razões de sustentabilidade, seria possível ver outra cidade ou até mesmo país sediando alguns dos eventos da Olimpíada. - O que vemos é a oportunidade, por razões específicas, e as razões são para a sustentabilidade... de se ir às cidades para uma parte de uma competição ou para toda uma competição - disse. - A porta está bem mais aberta e nós examinamos isso até mesmo pelo lado legal, e observamos que em tais casos podemos ter mais de um contrato de parceria - acrescentou. Bach, que tem pressionado por modificações no COI desde que assumiu o comando da entidade em 2013, disse que a ideia central de uma vila olímpica para atletas e uma sede principal não iria mudar. - A unidade de tempo, lugar e ação, como num drama grego, não pode mudar - disse ele. - Mas se dois países compartilham uma montanha, por que não compartilharem uma candidatura? Você pode ter nos Jogos de Inverno uma cidade ou região que proporcione 95 %  das instalações, mas esses cinco por cento ficam faltando. Por que não abrir então a porta para eles (outra cidade ou país)? A última candidatura conjunta enviada ao COI foi a de Cracóvia, na Polônia, que planejava a realização de algumas competições na vizinha Eslováquia, antes de retirar sua candidatura para a Olimpíada de Inverno de 2022, no início deste ano. - Se você tem um país menor que não tem um lago para provas de vela, por que não ir a um país vizinho? - disse Bach. "Continuaria a ser uma candidatura da cidade, mas poderia ser complementada com parceiros." Sediar Olimpíadas O processo de concorrência para sediar as Olimpíadas deve se tornar mais barato, mais fácil e mais atraente para as cidades, ao passo que os esportes entrarão para a competição mais rapidamente, disse o Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira, apresentando 40 recomendações para mudar a forma como os Jogos são administrados. - Temos que olhar para o futuro e tentar tratar dos desafios que podem aparecer e os desafios que temos agora - disse o presidente do COI, Thomas Bach, a um pequeno grupo de repórteres. - Queremos mostrar, com este procedimento, que o COI está se abrindo, que estamos abrindo uma janela e queremos a entrada de novos ares - disse ele sobre as recomendações. Grandes cidades não mais precisarão cumprir os custosos pré-requisitos do COI, ou executar sozinhas o considerável fardo financeiro do processo de candidatura, caso as recomendações sejam aprovadas, conforme o esperado, na sessão do COI em Mônaco, em dezembro. Elas serão “convidadas" a dialogar com o COI para determinar como planejam integrar os Jogos com seus planos para o futuro. Cidades olímpicas futuras também terão permissão de realizar eventos fora da cidade ou, “em casos excepcionais”, mesmo fora do país por motivos de sustentabilidade, segundo uma das recomendações, rompendo uma longa tradição olímpica de apenas uma cidade em um país sediar todos os eventos olímpicos. Os esportes também não precisarão esperar sete anos após terem sido aprovados para estrearem em uma Olimpíada, mas, em vez disso, podem ser trazidos para apenas um edição dos Jogos para maximizar o alcance e atração do evento esportivo. Os primeiros Jogos a se beneficiarem podem ser os de Tóquio em 2020, com os japoneses pressionando pela inclusão do beisebol e do softbal, após terem sido retirados do programa depois das Olimpíadas de Pequim de 2008. Assim sendo, os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro não devem ser atingidos por nenhuma alteração. Comitês organizadores podem propor o acréscimo de “um ou mais eventos adicionais” sobre o programa olímpico após a cidade ter sido eleita para uma edição dos Jogos, tornando o programa do evento mais baseado em eventos do que em esportes. O COI também poderá propor novos eventos, disse Bach. - Agora a porta está aberta (para esportes). O COI, sozinho, pode também tomar uma decisão de acrescentaremos este ou aquele evento - afirmou Bach. - Isso tem apenas que acontecer antes de a cidade ser eleita, para que as candidatas saibam que precisam lidar com tal coisa. Quaisquer mudanças podem acontecer em acordo com a cidade-sede.  
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