Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Código Florestal: Temer acredita em acordo

O vice-presidente da República, Michel Temer, acredita num acordo sobre a proposta do novo Código Florestal. A votação está marcada para a próxima terça-feira. Um impasse entre ruralistas e ambientalistas em determinados pontos do texto – como o que trata da consolidação das áreas de preservação permanente – causou o adiamento da votação desta quarta-feira.

Quinta, 05 de Maio de 2011 às 09:49, por: CdB
O vice-presidente da República, Michel Temer, acredita num acordo sobre a proposta do novo Código Florestal. A votação está marcada para a próxima terça-feira. Um impasse entre ruralistas e ambientalistas em determinados pontos do texto – como o que trata da consolidação das áreas de preservação permanente – causou o adiamento da votação desta quarta-feira. – Espero que consigamos votar a proposta nas próximas semanas e acho que teremos um acordo –, disse. As divergências em torno do relatório apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ainda persistem. Depois de mais de duas horas reunido, nesta quarta-feira, com a bancada do PT, que defende o adiamento da votação, Rebelo afirmou que dois pontos ainda não são consenso. Segundo ele, as divergência estão concentradas na obrigatoriedade de recomposição de reserva legal para as propriedades de até quatro módulos fiscais. No entanto, o governo quer que seja considerada a definição de agricultura familiar. O outro ponto diz respeito à consolidação de áreas de preservação permanente. Nesse caso, conforme o relatório de Rebelo, as áreas já desmatadas com produção agrícola consolidada não precisariam ser reflorestadas. Já o governo quer que o texto do novo Código Florestal contenha a obrigatoriedade de recomposição, deixando para a regulamentação da lei os casos em que será dispensado o reflorestamento. A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, voltou a criticar o relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) sobre o Código Florestal Brasileiro. Segundo Marina, dizer que as atividades agrícolas podem ser consideradas de interesse social e que por isso não precisam respeitar a reserva legal, nem as áreas de preservação permanente, é um retrocesso. – Lamentavelmente, nós estamos olhando para trás, para o retrocesso, não para o futuro. Não para a sociedade que aponta ganho do encontro entre economia e ecologia de uma agricultura, que cria uma nova narrativa para se combinar a preservação das nossas bases naturais de desenvolvimento e aumento de produção por ganho de produtividade e não por flexibilização na legislação ambiental.
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