Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Cobrança descabida de Tio Sam

Sexta, 18 de Fevereiro de 2011 às 09:35, por: CdB

Então o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), através de uma cobrança encaminhada pela Organização Mundial do Comércio (OMC) cobraram do governo brasileiro, ao nosso Ministério das Relações Exteriores, explicações sobre os incentivos oferecidos à indústria nacional?

Querem saber se os financiamentos do BNDES e o uso de créditos tributários são subsídios à política industrial. Nosso Itamaraty diz que o questionamento veio via OMC, porque ali os países já são obrigados a entregar um relatório de todos os incentivos produtivos internos.

Nossa chancelaria considera a cobrança americana "corriqueira" e comum. E acrescenta que ela não irá abalar as relações entre os dois países a menos de um mês da visita do presidente Barack Obama ao Brasil. OK, a cobrança dos norte-americanos pode ser comum e corriqueira como afirma a nossa diplomacia, e fazer parte das regras do jogo do comércio internacional.

Mas, não podemos deixar de registrar o fato de que um país com os EUA, que aprovou uma lei “Compre na América” (que protege sua produção agrícola) e tomou as medidas por eles adotadas durante a crise financeira de 2008-2009, não tem muita autoridade para pedir nada a um país como o Brasil.

Dentre outras razões óbvias, porque somos um país atingido pelas medidas protecionistas e pela desvalorização do dólar que eles adotaram, soberba e sem a menor atenção aos parceiros. Sem falar nos riscos que enfrentamos com estas e outras providências adotadas por eles durante a crise.

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