Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Cobaias: EUA matam quase 100 guatemaltecos em testes médicos

Quarta, 31 de Agosto de 2011 às 10:48, por: CdB

31.08.2011 

Washington, (Prensa Latina) Quase uma centena de pessoas morreram em Guatemala entre 1946 e 1948 em consequência de testes clínicos efetuados por cientistas estadunidenses com cinco mil pacientes, confirmou hoje uma comissão estatal. O Comitê Presidencial para o Estudo de Assuntos de Bioética reconheceu que os indivíduos -soldados, doentes mentais, prostitutas e presos- nunca foram informados sobre a natureza das provas nem se lhes pediu permissão.

Editorialistas na Guatemala compararam esta ação de profissionais norte-americanos com a dos médicos nazistas que praticaram atividades parecidas com judeus, ciganos, homossexuais e pacientes neuropsiquiátricos durante a Segunda Guerra Mundial.

O cientista Stephen Hauser admitiu ter conhecimento de que pelos menos 83 sujeitos morreram devido a reações que estiveram direta ou indiretamente relacionadas com estes estudos.

Muitas destas pessoas, a maioria pertencentes a coletivos sociais especialmente vulneráveis, receberam alguma forma de tratamento e se lhes inocularam doenças venéreas como sífilis e gonorreia, descobriram os pesquisadores.

O escândalo saiu à luz primeiramente em outubro de 2010 depois de uma indagação desenvolvida por um grupo de médicos estadunidenses vinculados aos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, siglas em inglês).

Então, o governo do presidente Barack Obama, através de sua secretária de Estado, Hillary Clinton, tentou desculpar-se diante das autoridades do país centro-americano e explicou que foram ensaios para provar a eficácia da penicilina.

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