Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Coalizão internacional intensifica ataques contra Estado Islâmico em Kobane

A coalizão internacional contra os extremistas do "Estado Islâmico" (EI), liderada pelos Estados Unidos, declarou ter realizado o mais intenso bombardeio até o momento contra posições jihadistas em Kobane. Há quatro semanas a cidade Síria de maioria curda, na fronteira com a Turquia, tem sido alvo de uma ofensiva da milícia radical sunita.

Quarta, 15 de Outubro de 2014 às 09:28, por: CdB
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Jatos norte-americanos e sauditas realizaram 21 ataques aéreos contra posições do EI ao redor de Kobane Manifestante ergue fotografia do xeique Nimr al-Nimr durante um protesto na cidade litorânia de Qatif, na Arábia Saudita
A coalizão internacional contra os extremistas do "Estado Islâmico" (EI), liderada pelos Estados Unidos, declarou ter realizado o mais intenso bombardeio até o momento contra posições jihadistas em Kobane. Há quatro semanas a cidade Síria de maioria curda, na fronteira com a Turquia, tem sido alvo de uma ofensiva da milícia radical sunita. Jatos norte-americanos e sauditas realizaram 21 ataques aéreos contra posições do EI ao redor de Kobane entre segunda e terça-feira, segundo o Comando Central norte-americano. Os ataques teriam sido planejados para barrar "reforços e reabastecimentos", e impedir que o grupo tome áreas de Kobane que ainda estão nas mãos dos curdos. O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a coalizão vai continuar os ataques na área e na província de Al-Anbar, no oeste do Iraque. Numa reunião com líderes militares de 21 países-membros da coalizão em Washington, o chefe de Estado acrescentou que o grupo está preparado para uma longa luta contra o EI. - Esta será uma campanha de longo prazo. Ainda estamos nos estágios iniciais. Assim como em qualquer ação militar, haverá dias de progresso e períodos de revés, mas nossa coalizão está unida por trás desse esforço de longo prazo. O encontro em Washington foi a primeira vez em que representantes de tantos Estados da coalizão internacional liderada pelos EUA se reuniram, desde que foi formada, em setembro. No papel, ela inclui agora 60 nações. EI se alastra no Iraque Um grupo de direitos humanos sírio relatou que os ataques recentes ao menos impediram que Kobane ficasse totalmente nas mãos dos jihadistas. Contudo Obama admitiu estar preocupado com o destino da cidade fronteiriça. - Também estamos focados nos combates que estão ocorrendo na província iraquiana de Al-Anbar e extremamente preocupados com a situação em e ao redor da cidade Síria de Kobane - reiterou o presidente americano. Militantes do EI detêm agora quase o controle total sobre Al-Anbar, a maior província do Iraque, de maioria sunita, e estão se aproximando da periferia oeste da capital Bagdá. O governo iraquiano é liderado por xiitas. A Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria depois que os conflitos em Kobane desencadearam o êxodo de 200 mil refugiados. Entretanto, o país segue como um aliado cauteloso. As tropas turcas ainda não intervieram em Kobane, e Ancara ainda negocia com os EUA sobre a concessão de acesso às bases aéreas do país. Exército da Líbia Soldados do Exército da Líbia e moradores armados entraram em confronto com combatentes islâmicos na cidade portuária de Benghazi, no leste do país, nesta quarta-feira, um dia depois de um ex-general que apoia as forças do governo ter prometido retomar a localidade dos militantes. A segunda maior cidade líbia está enredada em uma disputa caótica pelo su controle entre uma aliança de milícias islâmicas e o Exército, que tem o reforço de forças leais ao ex-general Khalifa Haftar. Disparos foram ouvidos em vários distritos de Benghazi logo cedo, disseram moradores. As autoridades hospitalares não estavam disponíveis de imediato para oferecer detalhes sobre vítimas. Combatentes do grupo islâmico Ansar al-Sharia atacaram um acampamento do Exército, uma das últimas bases ainda controladas pelas forças do governo desde que os militantes expulsaram unidades especiais do Exército de Benghazi meses atrás. Mais tarde, moradores escutaram o ruído dos aviões de guerra aparentemente pertencentes a forças aliadas a Haftar bombardeando supostas posições dos islâmicos, relataram os moradores. Na terça-feira, Haftar prometeu "libertar" Benghazi. Três anos após a queda do autocrata Muammar Gaddafi, o sofrimento de Benghazi ilustra a incapacidade governamental de controlar facções armadas rivais que outrora combateram Gaddafi e agora disputam os espólios da guerra. Arábia Saudita
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Um juiz saudita sentenciou à morte nesta quarta-feira um clérigo muçulmano xiita cuja prisão há dois anos provocou uma onda de protestos que terminou em mortes, disse o irmão do religioso pelo Twitter. O xeque Nimr al-Nimr foi detido em julho de 2012 após apoiar protestos em massa que irromperam em fevereiro de 2011 no distrito de Qatif, leste da Arábia Saudita, que abriga grande parte da minoria xiita em um país controlado pelos sunitas. No ano passado, um promotor disse que buscava condenar Nimr por “auxiliar terroristas” e “travar uma guerra sobre Deus”, o que acarretaria pena de morte. O ex-ministro do Interior, o príncipe Ahmed, anteriormente o havia acusado de ser “mentalmente desequilibrado”. Sua captura, durante a qual ele foi baleado pela polícia, provocou diversos dias de protestos nos quais três pessoas foram mortas. Os protestos prosseguem esporadicamente em Qatif, onde mais de 20 pessoas morreram por causa da violência desde 2011. Armas químicas O Estado Islâmico (EI) usou armas químicas, fabricadas em laboratórios norte-americanos, em numerosos ataques na Síria, denunciou nesta terça-feira o jornalista e veterano de guerra Gordon Duff. Em uma entrevista para a emissoraPress TV, o editor do portal noticiosoVeterans Todayafirmou que o EI usou esses produtos na norte cidade síria de Ain Al Arab, onde ocorrem violentos combates entre os milicianos curdos e a organização terrorista. As armas químicas são fabricadas em centros especializados que Washington possui em Tbilisi, Geórgia, e transportadas através de países aliados da região para chegar até a Síria, assegurou. Duff criticou o silêncio das potências ocidentais diante desse fato e assegurou que ao menos em três ocasiões os fundamentalistas as utilizaram neste país levantino. - Sabemos que essa formação radical islâmica pode elaborar armas químicas em fábricas nas instalações da cidade de Mosul, no norte do Iraque, que se encontra sob seu controle - destacou. A Press TV destaca que muitas imagens dos combates em Ain Al Arab, chamada de Kobane pelos curdos, mostram corpos dos milicianos locais com queimaduras e manchas, mas sem lesões visíveis nem hemorragias. Antes, ativistas curdos já tinham denunciado que o EI lançou esses produtos nocivos em uma aldeia próxima à localidade, durante sua ofensiva para capturar o território, próximo à fronteira com a Turquia. Em reiteradas ocasiões o governo de Damasco acusou os grupos extremistas armados de usar essas armas contra a população civil. Dias atrás, a chancelaria acusou os Estados Unidos e seus aliados de impulsionar uma tendenciosa campanha sobre o suposto uso de armas químicas pelas autoridades sírias para assim justificar uma agressão militar. A ofensiva contra nosso país incluiu falsas denúncias que não se baseiam em fatos reais, disse um comunicado do Ministério de Relações Exteriores.  
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