Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

CNBB pedirá ao STF que vete uso de células-tronco embrionárias em pesquisa

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta pedindo aos ministros que votem a favor da inconstitucionalidade do Artigo 5º, da Lei de Biossegurança, que prevê o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa. A votação está prevista para a próxima quarta-feira. (Leia Mais)

Sexta, 29 de Fevereiro de 2008 às 14:46, por: CdB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta pedindo aos ministros que votem a favor da inconstitucionalidade do Artigo 5º, da Lei de Biossegurança, que prevê o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa. A votação está prevista para a próxima quarta-feira.

O presidente arcebispo de Londrina e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, d. Orlando Brandes, afirma que não é necessário a utilização de células-tronco de embriões para fazer pesquisas. A ciência, segundo ele, já provou que as células-tronco retiradas de adultos são mais eficazes nos tratamentos.

— O embrião é um ser humano, um indivíduo que tem direito de nascer e tem todos os elementos necessários da ciência para ser um adulto. É uma semente que vai se desenvolver —, diz o arcebispo.

A doutora em microbiologia e professora da Universidade de Brasília (UnB) Lenise Garcia concorda com o arcebispo. Segundo ela, as células-tronco de adultos podem ser retiradas de qualquer parte do corpo, e os tratamentos com células- tronco embrionárias ainda nem começaram a ser feitos em humanos, porque os resultados em animais não são satisfatórios.

— Em animais essas células se desenvolveram muito rápido e em alguns casos originaram até câncer —, explica.

De acordo com a doutora, 73 doenças já começaram a ser tratadas com células-tronco adultas.
— As células adultas são mais eficazes. Existe menos chance de rejeição. Não precisamos destruir um embrião, uma vida, sendo que temos resultados melhores —, afirma.

A opinião pública, segundo Lenise Garcia, está sendo enganada.

— Vejo pessoas com doenças, em cadeiras de rodas, fazendo manifestações a favor das pesquisas com células embrionárias. Elas estão sendo enganadas. É muito melhor elas usarem as células delas para o tratamento delas. As chances de rejeição são poucas —, disse.

A professora da UnB defende uma outra possibilidade de tratamento, que segundo ela é mais viável, que seria com as células-tronco de cordões umbilicais e do líquido amniótico.

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