Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

CNBB classifica como sombria crise política gerada por Renan Calheiros

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai ratificar, no encerramento da 64ª reunião, a declaração Democracia e Ética, sobre o momento político brasileiro. Depois de afirmar que a vida política do país passa por momentos de grave crise institucional, Dom Geraldo Lyrio classificou como um dos episódios mais sombrios a crise gerada no Senado pelos processos contra o presidente da Casa. (Leia Mais)

Quinta, 25 de Outubro de 2007 às 11:22, por: CdB

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai ratificar, no encerramento da sua 64ª reunião, a declaração Democracia e Ética,  sobre o momento político brasileiro. O documento foi divulgado pela primeira vez na última reunião do colegiado, em junho deste ano.

— Cresce a indignação ética diante do desrespeito a valores fundamentais para a sociedade — disse o presidente da CNBB,  dom Geraldo Lyrio Rocha, em entrevista à Agência Brasil, justificando a iniciativa dos bispos.

A reunião, que começou na última terça-feira, termina na noite desta quinta. Depois de afirmar que a vida política do país passa por momentos de grave crise institucional, Dom Geraldo Lyrio classificou de um dos episódios mais sombrios a crise gerada no Senado pelos processos contra o presidente da Casa, que durante mais de 100 dias se recusou a afastar-se do cargo.

— Difunde-se a impressão de que as práticas de corrupção sejam corriqueiras na gestão da vida política e isso cria um clima de frustração e de relativismo ético, que se estende também às relações sociais e à vida particular.

Segundo Dom Geraldo Lyrio, a política brasileira perdeu a credibilidade para atender os interesses da sociedade e promover justiça. Para ele, o Brasil necessita, com urgência, de uma reforma política e de eximir as ameaças que atingem o futuro da democracia.

Sobre a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira até 2011, o secretário geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou que essa também é uma preocupação.

— Além da prorrogação, ou não, da vigência do imposto, a discussão deveria ser concentrada sobre sua real destinação e aplicação, pois a CPMF pode ser um instrumento propício à edificação de uma cultura de maior solidariedade nacional — disse.

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