O governo trabalha para regulamentar ainda neste mês as alterações na Tarifa de Abertura de Crédito, cobrada pelos bancos na concessão de novos financiamentos, e para definir as regras que obrigarão as instituições financeiras a consolidar os gastos com tarifas nos extratos de cada cliente. Os dois temas devem entrar na reunião do Conselho Monetário Nacional prevista para o próximo dia 25.
Na terça-feira, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) mandou um recado para os bancos. Disse que o governo não quer uma guerra, mas não hesitará em tomar as medidas que considerar necessárias, caso não haja acordo.
— Nosso governo é de paz. Não queremos abrir guerra com ninguém. Agora, também não podemos nos furtar às nossas responsabilidades e às atribuições do governo. Eventualmente, podemos fazer acordo com os bancos, tomar decisão dialogando, negociando. Ou, então, o governo exerce a sua atribuição, toma decisão e comunica ao país, à sociedade — disse.
O ministro Guido Mantega, da Fazenda, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, têm encontro agendado com a Federação Brasileira de Bancos para discutir as medidas.
As alterações propostas já estão sendo analisadas por técnicos das instituições financeiras para que a Febraban apresente soluções alternativas.
De acordo com técnicos que estão trabalhando na elaboração das medidas, as alterações na TAC e nos extratos são as de mais fácil implementação e devem sair logo. Os mesmos técnicos avaliam que as despesas totais com tarifas exigem ajustes nos sistemas informatizados e podem precisar de prazo para implementação.