Por Vonluntári@ 20/05/2011 às 12:07
O prédio do INSS na Rua Marechal Deodoro, 1290 - centro de Curitiba - que não cumpre a função social, vazio há mais de 10 anos, foi ocupado nesta manhã pelo movimento de luta pela moradia União pela Moradia Popular (UMP).
Aproximadamente 100 pessoas, vários representantes de associações de bairros, resistem no prédio desde às 9h da manhã de 19 de Maio.
A ocupação possui ligação direta com o ato nacional de luta pela moradia popular, através do qual, simultaneamente, em 12 estados, a UNMP realiza esta ação. A idéia é pressionar o governo federal para a liberação de fundos destinados à moradia popular que estão retidos desde o ano de 2009.
Curitiba tem um déficit de 270 mil moradias (Cohab-Ct), que o movimento diz ser mais de 500 mil, uma fila de pelo menos 70 mil famílias (Cohab-Ct), rebatido também pelo movimento que aponta mais de 250 mil famílias. Em contraste existe um vazio urbano contendo mais de 62 mil imóveis sem cumprir a função social para 34 mil famílias desabrigadas.
No entorno da cidade de Curitiba existem as ditas conurbações ou moradias "irregulares"- vilas inteiras ao longo dos rios e áreas de manaciais, que sofrem todo o tipo de exclusão. Normalmente, não há negociação por parte da prefeitura, que age
energéticamente com despejos forçados, como por exemplo, a desocupação no bairro Fazendinha, em 2009.
Há poucos dias, a comunidade Jd. Eldorado sofreu, da mesma forma, ação de despejo forçado
( http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/05/490858.shtml).
Em entrevista cedida ao CMI, a coordenadora da
UMP Curitiba fala sobre o mote do movimento, a organização, como está o diálogo entre o movimento e os poderes e analisa as conquistas tidas desde a ocupação do prédio do Banco Banestado em 2003.
CMI-CURITIBA
Email:: curitiba@midiaindependente
URL:: blogs.midiaindependente.org/curitiba