Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Clubes iniciam 2005 trocando técnicos

Terça, 28 de Dezembro de 2004 às 09:04, por: CdB

Ainda não começou a temporada de 2005. Os jogadores que disputaram o Campeonato Brasileiro mal saboreiam as suas ralas semanas de férias. Os dirigentes, no entanto, permanecem ativíssimos, como sempre empenhados na labuta que mais apreciam: trocar os treinadores dos seus times.

Metade dos 24 clubes que participaram do Brasileiro de 2004 já tem nomes novos na sua orientação. Aliás, sem contar as modificações mais recentes, acontecidas depois de o certame se encerrar, os 24 integrantes do Brasileiro de 2004 exibiram a bagatela de 76 diferentes comissões técnicas.

Recordista absoluto, o Guarani de Campinas, enfim rebaixado à Série B, ostentou sete homens diversos no seu banco: Joel Santana, Lino Facchini, Zetti, Lori Sandri, Agnaldo Liz, Jair Picerni e Renato Frederico.

O Flamengo, que correu perigo até a rodada derradeira, viveu seis mudanças, três com o mesmo comandante interino: Abel Braga, Andrade, Paulo César Gusmão, Andrade, Ricardo Gomes e Andrade. Igualmente, viveu seis o Cruzeiro, o dono do título na temporada anterior, também três com o mesmo interino: Paulo César Gusmão, Ney Franco, Émerson Leão, Ney Franco, Marco Aurélio e Ney Franco.

Apenas quatro clubes mantiveram o mesmo banco durante o certame inteirinho: o Coritiba de Antonio Lopes, o Figueirense de Dorival Júnior, o Goiás de Celso Roth e o Juventude de Ivo Wortmann. De todo modo, já se despediram Celso Roth, substituído por Péricles Chamusca, ex-São Caetano, e Dorival Júnior, substituído por Paulo Comelli, então sem emprego.

Quatro treinadores perambularam, durante 2004, por mais de duas agremiações. Jair Picerni esteve no Atlético Mineiro, no Guarani e no Palmeiras. Lori Sandri, no Criciúma de Santa Catarina, no Guarani e no Internacional de Porto Alegre. Émerson Leão, no Cruzeiro, no Santos e no São Paulo. Joel Santana, no Guarani, no Internacional e no Vasco da Gama.

Ricardo Gomes conseguiu a magia de, numa mesma temporada, orientar dois rivais de antologia, o Fluminense e o Flamengo. Ao contrário, Abel Braga, que principiou 2004 no Flamengo, vai iniciar 2005 no Fluminense. Quanto a Adílson Batista, realizou a acrobacia geográfica de morar, num intervalo de poucos meses, no sul e no norte do País, com o Grêmio e o Paysandu.

Nesse cenário absurdo, de tantas e tantas danças, apenas uma coincidência, crucial, aproxima 2003 de 2004: Vanderlei Luxemburgo, que levou o Cruzeiro ao título de 2003 e se demitiu em março de 2004, pouco antes de o Brasileiro se inaugurar, assumiu o Santos na sexta rodada e reprisou o seu laurel. Conclusão divertida e razoavelmente lógica: tudo bem que se mudem os treinadores, desde que por Vanderlei Luxemburgo, o campeão dos campeões.

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