Com o aval da CBF, os clubes que disputarão a Série A do Campeonato Brasileiro de 2005 estão livres para determinar os preços dos ingressos no torneio. A decisão foi tomada nesta terça-feira durante reunião do Conselho Técnico da entidade.
Dos 22 clubes que participarão da divisão de elite, apenas Flamengo, Botafogo e Ponte Preta não mandaram representantes.
Pelo acordo, o mandante pode ficar com toda a renda da partida e terá autonomia para fixar o valor do ingresso. Em 2004, havia o preço mínimo de 15 reais.
O presidente do Vasco, Eurico Miranda, entende que o valor justo a ser cobrado é de 5 reais, mas admite permitir a entrada gratuita da torcida em alguns jogos do time.
"Como a renda é do mandante, se eu achar que devo abrir os portões, vou abrir os portões. Hoje há um problema sério em relação ao poder aquisitivo do torcedor. Nós dizemos que o torcedor se afasta do estádio por causa da televisão ou segurança, mas na verdade ele se afasta do estádio por causa de dinheiro", disse Miranda.
O presidente do Fluminense, Roberto Orcades, defende o valor do ingresso a 10 reais. Ele disse que os clubes do Rio de Janeiro devem tentar reeditar a parceria com o governo do Estado.
Através do acordo, os torcedores trocam notas fiscais no valor de 50 reais por um ingresso, desde que comprem uma raspadinha, por 1 real.
"Se você tiver um ingresso no valor de 10 reais, para o público brasileiro hoje é um preço razoável. O governo teria que entrar com subsídio de mais 7, 8 reais, para os clubes", afirmou o dirigente.
Os clubes de São Paulo querem um ingresso mais caro: a 15 reais no mínimo, seguindo os preços do Campeonato Paulista. Já o Atlético-PR defende o preço de 30 reais.