O ex-presidente dos EUA Bill Clinton diz em sua nova autobiografia que foi obrigado pela mulher, Hillary, a dormir por dois meses em um sofá da Casa Branca, depois de ter revelado a ela seu romance com a estagiária Monica Lewinsky. Segundo Clinton, Hillary parecia ter "recebido um soco no estômago" quando ouviu do marido a confissão do adultério.
Em "Minha Vida", Clinton diz que o caso com Monica se tornou "a parte mais escura de minha vida interior". Segundo ele, o deslize conjugal teria raízes numa criação turbulenta, numa família marcada pela violência doméstica, que o deixou com um sentimento de vergonha e uma predileção por coisas secretas.
Em seu livro de memórias, Hillary dissera que ela e a filha do casal, Chelsea, mal falavam com o então presidente, em 1998, depois da revelação do caso Lewinsky. Ela disse ter considerado pedir o divórcio, mas depois decidiu tentar reparar os danos ao casamento, incluindo com terapia conjugal.
O editor de Clinton, Alfred A. Knopf, esperava manter os detalhes do livro em segredo até seu lançamento oficial, na terça-feira, mas a agência de notícias Associated Press obteve uma cópia das memórias na sexta-feira e começou a divulgar trechos.
O jornal americano "New York Times" também obteve uma cópia de uma livraria - que contrariou as ordens da editora. Segundo a publicação, Clinton atribui a maior parte de seus erros na Presidência dos EUA e na vida a momentos de cansaço e raiva.
Clinton dormiu no sofá dois meses após revelar caso com estagiária
Sábado, 19 de Junho de 2004 às 07:07, por: CdB