Por José Inácio Werneck - Estamos em 2015 e foi dada a largada para a longuíssima campanha eleitoral que forçosamente resultará em um novo presidente dos Estados Unidos em 2016, já que Barack Obama terá atingido o limite na Casa Branca, ao fim de seu segundo mandato. Em condições normais de pressão e temperatura, não há como evitar um confronto entre Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, e Jeb Bush, pelo Republicano.
Vem logo aí um novo confronto entre Bush e Clinton para a presidência dos EUA
Estamos em 2015 e foi dada a largada para a longuíssima campanha eleitoral que forçosamente resultará em um novo presidente dos Estados Unidos em 2016, já que Barack Obama terá atingido o limite na Casa Branca, ao fim de seu segundo mandato.
Em condições normais de pressão e temperatura, não há como evitar um confronto entre Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, e Jeb Bush, pelo Republicano.
Será um novo duelo Clinton contra Bush, pois em 1992 o marido de Hillary, Bill, derrotou o pai de Jeb, George H. W. Bush.
Com sua vitória, Bill Clinton evitou o segundo mandato de George H. W. Bush, mas não pôde evitar, em 2000, que seu candidato à sucessão, Al Gore, fosse derrotado pelo filho de George H. W. Bush - e irmão de Jeb Bush - George W. Bush.
Foi a eleição mais polêmica da história dos Estados Unidos. Primeiramente anunciou-se que Al Gore havia ganho, ao conquistar os votos eleitorais da Flórida. Depois anunciou-se que os republicano haviam vencido na Flórida.
Semanas foram consumidas sem que se chegasse a um acordo para uma recontagem geral e ao fim, a Suprema Corte, com uma maioria de juízes republicanos, deu a vitória a George W. Bush, por 5 a 4.
É interessante recordar que Al Gore ganhou a eleição no voto popular, mas no sistema americano o que conta é a votação no Colégio Eleitoral.
O resto é história. Uma história trágica, com o atentado às Torres Gêmeas e depois os falsos pretextos de armas de destruição em massa para justificar a invasão do Iraque.
Curiosamente, nas idas e vindas da política tem-se hoje que Bill Clinton se tornou um bom amigo de George H. W. Bush, o pai de George W. Bush.
Mas a luta será intensa se Hillary Clinton, que perdeu as primárias para Barack Obama em 2008, decidir mesmo concorrer de novo à presidência pelo Partido Democrata.
Não há nas fileiras do Partido ninguém que consiga derrotá--la, nem mesmo o atual Vice-Presidente da República, Joe Biden.
O mesmo também acontecerá no lado republicano. Se Jeb Bush realmente resolver disputar as primárias, não há nenhum republicano com fichas suficientes para derrotá-lo.
Chris Christie, o governador de Nova Jersey, Marco Rubio, o Senador pela Flórida, o congressista Paul Ryan, um especialista em temas econômicos, e mesmo Mitt Romney, derrotado por Barack Obama em 2012, não são suficientemente fortes para interromper a marcha de Bush.
Parece que o maior obstáculo que Jeb Bush precisava vencer para se declarar candidato era sua própria mãe, Barbara Bush. Depois de presenciar a derrota do marido em sua tentativa de reeleição e os anos desastrosos de George W. Bush à frente do governo (onde, além do opróbrio internacional, foi ainda o responsável por um dos maiores desastres da economia do país), Barbara achava que o ciclo Bush deveria ser encerrado.
Mas parece que ela agora arrefeceu sua oposição. Jeb Bush, embora conservador, tem pontos de vista mais progressistas do que seu irmão e sobretudo é, pessoalmente, muito mais simpático.
Um sinal eloquente de que ele vai mesmo se candidatar é que a imprensa dos Estados Unidos anuncia que ele “demitiu” seu irmão George.
O fato foi confirmado por um assessor de Jeb Bush, dizendo que ele telefonou para seu irmão e, numa conversa que durou dez minutos, disse que não quer vê-lo por perto e cortou as comunicações por e-mail e telefone.
Depois da eleição, eles voltam a ser irmãos.
José Inácio Werneck, jornalista e escritor, trabalhou no Jornal do Brasil e na BBC, em Londres. Colaborou com jornais brasileiros e estrangeiros. Cobriu Jogos Olímpicos e Copas do Mundo no exterior. Foi locutor, comentarista, colunista e supervisor da ESPN Internacional e ESPN do Brasil. Colabora com a Gazeta Esportiva. Escreveu Com Esperança no Coração sobre emigrantes brasileiros nos EUA e Sabor de Mar. É intérprete judicial em Bristol, no Connecticut, EUA, onde vive.Direto da Redação é um fórum de debates, editado pelo jornalista Rui Martins.
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