Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Cline Davis assume comando da BMG

Segunda, 02 de Fevereiro de 2004 às 23:42, por: CdB

A BMG, quinta maior gravadora do mundo, anunciou na última segunda-feira que Clive Davis chefiará as operações musicais da empresa na América do Norte, levando o poderoso executivo de volta à elite da indústria fonográfica.

Davis, de 70 anos, contratou Janis Joplin, Whitney Houston e Alicia Keys, entre outros, para as várias gravadoras em que trabalhou. Agora ele assumirá A responsabilidade pelos quatro selos da BMG: Arista, RCA, Jive e J Records.

A promoção acontece mais de três anos depois de a administração da BMG, que é controlada pela Bertelsmann AG, pedir sem cerimônia para Davis abrir mão da Arista, fundada por ele em 1975.

Davis já havia chefiado o RCA Music Group, da BMG, que reúne RCA e J Records, este último fundado por ele após a saída da Arista. As operações combinadas da BMG ostentam um catálogo que inclui Elvis Presley, Britney Spears e Christina Aguilera.

A nomeação acontece enquanto a BMG prepara sua fusão com a Sony Music, segunda maior da indústria fonográfica, em um dos momentos mais tumultuados do setor, que luta contra a diminuição das vendas e a competição dos serviços de troca de música como o Kazaa.

Charles Goldstuck, que será o número 2 de Davis na BMG América do Norte, disse que seu papel e o de Davis após a fusão ainda não foram definidos.

- Há um desafio significativo à nossa frente - afirmou.

- Precisamos proteger o mercado tradicional, enquanto estimulamos um ambiente propício à música digital. O imperativo de curto e médio prazo é reestruturar o negócio para este período - disse.

Uma fonte afirmou que os cortes de pessoal devem fazer parte dessa equação. Quando a BMG comprou a participação de Davis na J Records e fundiu-a à RCA, formando o RCA Group, a unidade demitiu 25 por cento dos funcionários.

Antes de fundar a Arista, Davis foi presidente da Columbia Records, onde contratou artistas como Bruce Springsteen, Billy Joel e Janis Joplin.

Davis foi demitido da Columbia em meio a suspeitas de que ele teria gasto fundos corporativos para uso pessoal. Ele também declarou-se culpado de sonegar imposto em 1975. A Columbia não encontrou nenhuma prova da suspeita e decidiu investir na Arista.

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