— O cidadão carioca pode ficar tranqüilo que o clima de segurança do Pan-americano irá continuar na cidade — afirmou o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa.
Ele confirmou que o Rio vai receber 75% do que foi investido no Pan em segurança, como havia afirmado o presidente Lula, e avisou que o Governo Federal comprou a briga pela melhora do setor no Estado. O secretário se esquivou, no entanto, de dizer em números quantos policiais e aparatos ficarão no Rio.
— Uma coisa é certa. Vai haver ajuda do Governo Federal. O tamanho da ajuda é que vai ser discutida ainda. Eu quero que o cidadão continue acreditando — disse o secretário.
Ele avisou também que não retirará os policiais das ruas repentinamente. — Nós não estamos saindo do Rio de Janeiro. Da mesma forma que entraram gradativamente, uma eventual saída também será gradativa. Não será uma debandada. Até porque existe uma intenção política do presidente Lula de apoiar o Rio — explicou.
Permanência de agentes
Apesar do apoio, o secretário disse não saber ainda se será aprovada a permanência de dois mil agentes da Força Nacional de Segurança até o fim do ano, um pedido do secretário estadual de segurança pública, José Mariano Beltrame.
— Primeiro precisamos ver o que de fato o Estado precisa. Uma coisa é o Rio antes do Pan, outra é depois. Nós vamos discutir ainda quantos veículos ficarão. Quantas aeronaves. E o que de pessoal vai precisar. Nós, hoje, trabalhamos num novo cenário. A tecnologia agora vai permitir a cada 24 horas fazer uma avaliação. Isso racionaliza o emprego — disse Corrêa, que não descarta a hipótese do Estado ficar com todas as aeronaves e com cerca de 600 veículos como legado, além de todo o aparato tecnológico de inteligência da informação.
— Vai ser um número que a inteligência determinar — disse Corrêa, que irá se reunir com Beltrame nesta terça-feira para discutir o assunto.