Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Clareza e democratização ao FMI são os pedidos do Clube de Madri

Segunda, 03 de Novembro de 2003 às 02:45, por: CdB

Transparência e clareza nas negociações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e uma maior democratização no âmbito desta instituição foram algumas das recomendações dos 26 ex-chefes do Estado ou de governo reunidos este fim de semana no Clube de Madri.

- Fazemos uma forte recomendação ao FMI para que leve em consideração que a democracia pode ser uma alavanca na resolução de negociações - disse o ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.

Durante o encontro, realizado em um luxuoso hotel madrileno, os assistentes abordaram através dos casos do Brasil, Polônia e Coréia, as políticas econômicas do FMI e seus aportes à governabilidade.

Acompanhado pelo ex-dirigente americano Bill Clinton na última entrevista coletiva à imprensa, Fernando Henrique Cardoso disse que os assistentes concordaram que o Fundo deve conceder 'mais transparência e clareza a suas negociações' e avançar em um processo de 'democratização interna, assim como outras instituições'.

- Seria proveitoso uma maior participação dos países emergentes no âmbito desta instituição - acrescentou FHC, presidente do Clube de Madri, um órgão criado em maio de 2002 que trabalha pelo reforço da democracia.

Clinton, por sua vez, disse que o FMI 'deveria ser mais sensível à democracia e mais aberto e democrático'. Entretanto, considerou que esta última é uma tarefa difícil, pois em sua opinião, "o problema maior dos países é o movimento de dinheiro que ultrapassa suas fronteiras".

- O FMI cometeu erros, mas nos últimos 10 anos melhorou - disse Clinton.

Participaram da II assembléia geral do Clube de Madri, entre outros, dez ex-dirigentes latino-americanos e cerca de trinta assessores e especialistas de instituições financeiras internacionais e de universidades.

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