Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Civil norte-americano é sequestrado no Iraque

Segunda, 11 de Abril de 2005 às 18:33, por: CdB

Um norte-americano que trabalha no Iraque foi sequestrado na segunda-feira nos arredores de Bagdá, segundo a embaixada norte-americana. Mais de 150 estrangeiros já foram capturados por guerrilheiros no país em um ano.

"Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade. Fomos contatados por autoridades iraquianas para tentar encontrá-lo", disse o adido de imprensa Bob Callaghan, acrescentando que a vítima trabalhava em um projeto de reconstrução. Não foram divulgados outros detalhes.

Os militantes começaram a sequestrar estrangeiros há cerca de um ano, para tentar expulsar as forças norte-americanas do país. Alguns reféns foram soltos, mas cerca de 50 foram mortos, vários deles decapitados. Além disso, também há sequestros cometidos por criminosos comuns em busca de dinheiro.

Dois carros-bombas conduzidos por suicidas explodiram na entrada de um quartel norte-americano em Qaim, perto da fronteira com a Síria, segundo testemunhas.

As forças dos EUA na área não comentaram um incidente, mas um funcionário do hospital de Qaim disse que dois civis morreram e três ficaram feridos.

O primeiro carro investiu contra um posto de controle em frente ao quartel e explodiu antes de chegar ao portão, segundo as testemunhas. Soldados norte-americanos e iraquianos estavam acudindo as vítimas quando o segundo carro-bomba se aproximou.

Uma testemunha que falou à Reuters em Ramadi, cerca de 300 quilômetros a leste de Qaim, disse que três helicópteros dos EUA foram enviados ao local para retirar as vítimas.

Em Mosul (norte), um tenente iraquiano que trabalha com os norte-americanos em um depósito de explosivos foi assassinado a caminho do expediente, segundo os militares dos EUA. De acordo com a polícia, outro carro bomba matou dois iraquianos e feriu seis em Samarra, também no norte.

O sequestro do civil norte-americano ocorreu um dia depois da divulgação da notícia de que um funcionário da embaixada paquistanesa em Bagdá havia sido tomado como refém.

O Paquistão disse na segunda-feira que os sequestradores devem pedir um resgate por Malik Mohammed Javed.

"O senhor Javed está absolutamente a salvo", disse um porta-voz da chancelaria paquistanesa. "Ele está regularmente em contato com o nosso encarregado de negócios. Seu último contato teve lugar ontem à noite."

Discordâncias políticas retardaram a formação de um novo governo no Iraque depois das eleições de 30 de janeiro, o que desperta temores de que a guerrilha, vendo os novos líderes do país como pessoas indecisas, amplie seus ataques e sequestros. A violência diminuiu desde as eleições, mas não há sinal de que esteja acabando.

O Pentágono está limitando a 12 meses a presença de soldados no Iraque e em outras zonas de combate. Um novo memorando diz que o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, deve autorizar qualquer ampliação significativa desse prazo.

"Não é uma grande mudança de política. É só um esclarecimento de quem teria autoridade e de que só o secretário de Defesa pode ampliar (a permanência de) uma unidade ou um indivíduo para além de 365 dias", disse a tenente-coronel Ellen Krenke, porta-voz do Pentágono.

Milhares de soldados norte-americanos tiveram de ultrapassar o limite de um ano no Iraque para garantir segurança adicional ao país na reta final para as eleições de 30 de janeiro.

O novo governo demora a tomar forma. Ibrahim Jaafari, da maioria xiita, foi nomeado primeiro-ministro na semana passada, e o ex-guerrilheiro curdo Jalal Talabani se tornou presidente. A formação do gabinete ainda não foi formalizada.

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