Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Citi perde US$ 2,5 bilhões, mas analistas esperavam crise pior

Sexta, 18 de Julho de 2008 às 06:50, por: CdB

Maior banco dos EUA, o Citigroup contabilizou um prejuízo aquém do que esperavam os analistas financeiros norte-americanos. No segundo trimestre deste ano, as baixas contábeis chegaram a US$ 2,5 bilhões, causadas principalmente pelas perdas com crédito ligadas à deterioração do mercado de capitais e ao desaquecimento econômico.

No trimestre, o prejuízo líquido total foi equivalente a perdas de US$ 0,54 por ação, após lucro de US$ 6,23 bilhões, ou US$ 1,24 por ação, no mesmo período do ano passado. As perdas com operações contínuas foi de US$ 2,22 bilhões, ou US$ 0,49 por ação, enquanto a receita declinou 29%, para US$ 18,65 bilhões.

Analistas ouvidos pela agência inglesa Reuters Estimates, especializada na área financeira, esperavam, em média, prejuízo de US$ 0,67 por ação e receita de US$ 17,44 bilhões. As ações do banco subiam 4,4%, para US$ 18,74, pouco antes da abertura das bolsas em Nova York.

O mercado de hipotecas de risco (subprime) deixou uma série de baixas contábeis da ordem de US$ 7,2 bilhões, incluindo US$ 3,5 bilhões por exposições relacionadas às hipotecas de alto risco e US$ 2,4 bilhões relacionadas à seguradora de títulos.

O banco, em nota ao mercado, também afirma que aumentou seus custos com crédito em US$ 4,5 bilhões, basicamente ligados às suas operações bancárias destinadas aos consumidores norte-americanos e sua unidade mundial de cartões de crédito.

Presidente-executivo do banco, Vikram Pandit busca negócios mais fortes e quer reduzir a exposição aos ativos de risco, após vários anos de baixos investimentos e gerenciamento de risco que deixaram o Citi no centro da crise global dos mercados de crédito.

Ainda na nota, o banco noticia a redução de 6 mil empregos durante o trimestre, e a dispensa de cerca de 11 mil funcionários no primeiro semestre.

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