O Cirque du Soleil está levando sua vocação para fora da grande tenda com o espetáculo Delirium. O novo show será a primeira turnê da trupe franco-canadense apresentado em arenas, e seu primeiro espetáculo a mostrar músicos e cantores no palco principal, uma novidade com relação a sua costumeira atenção nos acrobatas.
- Esse show será bem espetacular, com grandes efeitos para as arenas, mas ao mesmo tempo será muito tocante. O esqueleto do show é a música com uma batida urbana, tribal. Após 20 anos, o Cirque du Soleil não se acomoda com seu próprio sucesso - disse Michel Lemieux, que, junto com seu parceiro Victor Pilon, criou e dirige Delirium.
Lemieux disse que o fundador e presidente do Cirque du Soleil, Guy Laliberte, e a Clear Channel Entertainment pediram que ele e Pilon criassem Delirium, depois que a dupla produziu um show para o 20o aniversário do grupo no Festival de Jazz de Montreal, no ano passado. Eles receberam o pedido de pegar aquele show, uma homenagem à música do Cirque du Soleil, que mistura elementos de multimídia e músicos, e ampliá-lo para uma turnê. Delirium vai girar em torno de 21 composições musicais que já foram mostradas em shows anteriores do Cirque du Soleil.
- A história do show é sobre um personagem que escapa do seu mundo porque ele o acha formal demais.Ele parte nessa viagem de sonhos, na qual ele encontra vários personagens diferentes que lhe aconselham a encontrar o que toca o seu coração. Quando ele volta para seu planeta, ele muda as pessoas ali com as novas coisas que aprendeu- disse Lemieux.
Os ingressos para os shows custarão 100 dólares. A primeira parte da turnê vai começar em 26 de janeiro no Bell Center de Montreal, e será apresentada em meados de fevereiro em Toronto. Outras datas serão anunciadas em breve.