Rio de Janeiro, 28 de Maio de 2026

Ciro Gomes afasta candidatura no Rio e diz que apoiará PT

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afastou nesta segunda-feira a possibilidade de concorrer ao governo do Estado do Rio de Janeiro e afirmou que fará campanha para o candidato petista. A candidatura do ex-líder estudantil e ex-deputado federal Vladimir Palmeira foi lançada pela cúpula do PT na última semana. (Leia Mais)

Segunda, 09 de Maio de 2005 às 12:31, por: CdB

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, afastou nesta segunda-feira a possibilidade de concorrer ao governo do Estado do Rio de Janeiro e afirmou que fará campanha para o candidato petista.

- Eu ouço com muito respeito essa menção que alguém aqui e ali faz de uma militância minha no Rio de Janeiro... Isso quer dizer candidatura ao Estado do Rio? Não sou candidato a governo de um Estado, é algo muito alto", afirmou o ministro a jornalistas após palestra realizada no Rio.
"Será que está a minha altura fazer um bom trabalho pelo Rio? Eu não sei - acrescentou Ciro Gomes, que, para concorrer, terá de trocar seu domicílio eleitoral de Fortaleza (CE) para o Rio.
Por enquanto, o ministro está disposto apenas a colaborar com o pré-candidato do PT, Vladimir Palmeira.

- Qual é a minha tarefa? É carregar panfleto para o Vladimir Palmeira. É o que eu vou fazer, vou ajudar no que estiver ao meu alcance - disse.

A candidatura do ex-líder estudantil e ex-deputado federal Vladimir Palmeira foi lançada pela cúpula do PT na semana passada e foi vista como uma forma de a sigla impor um nome à direção nacional, que tenderia a lançar Ciro.

O ministro acrescentou que considera precoce a discussão eleitoral para a eleição de 2006 e garantiu que ainda não escolheu um novo partido, apesar de as especulações darem conta que ele sairá do PPS rumo ao PSB.

- Eu não estou com o carro à frente dos bois, nunca fiz isso na vida. Eu posso ir eventualmente para um ou outro partido e este outro partido pode ser eventualmente o PSB - disse, ponderando que antes da escolha vai consultar o presidente Lula "com quem tenho deveres éticos, institucionais e de afeição pessoal", além das pessoas com quem trabalha.

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