Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Ciro critica Freire e diz que PPS pode "explodir"

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, colocou mais lenha na fogueira de divergências do PPS, ao criticar o presidente da legenda, deputado Roberto Freire (PE), pela votação do salário mínimo e advertir sobre o perigo de "explosão" do partido. (Leia Mais)

Sexta, 25 de Junho de 2004 às 11:17, por: CdB

O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, colocou mais lenha na fogueira de divergências do PPS, ao criticar o presidente da legenda, deputado Roberto Freire (PE), pela votação do salário mínimo e advertir sobre o perigo de "explosão" do partido.

Na quarta-feira, Freire contrariou a orientação da direção partidária votando pêlos 275 reais propostos pela oposição e aprovados pelo Senado na semana passada.

"Na minha opinião, seria irresponsabilidade nós fazermos um discursos pela esquerda e na prática estarmos nos somando nessa voz ao PFL e PSDB, que destruíram o Brasil recentemente", disse Ciro a jornalistas após palestra na Escola Superior de Guerra.

"Nosso compromisso é ajudar (o governo). Vamos agora criar um problema para entrar na linha do PFL?"

A Câmara rejeitou os 275 reais, mantendo o valor definido pelo governo, de 260 reais. Dentro da base aliada, o PPS foi o partido que teve mais votos contrários ao governo, proporcionalmente, com 10 de seus 22 deputados votando pêlos 275 reais.

Durante a votação, Freire trocou insultos com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e esteve perto de se envolver em agressão física com o também petisca Luiz Sérgio (RJ).

Para o ministro, Freire precisa agir como moderador dentro do partido e não tomar uma posição.

"Nós acabamos de renovar a direção do partido. Fizemos isso por unanimidade e é isso o que o Roberto Freire tem que entender. Ele não pode tomar lado, ele tem que ser o presidente de todos nós", disse Ciro.

"Eu não sou o ministro de um lado, eu sou o ministro do PPS. Quando falo isso é para ponderar pela unidade. Se não, esse partido vai explodir e isso não interessa nem para o PPS nem para o Brasil."

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