Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Ciro, chamado de 'nanico da Dilma', alfineta governador de São Paulo

Sexta, 09 de Outubro de 2009 às 08:31, por: CdB

A campanha eleitoral do ano que vem ainda não começou, oficialmente, mas já esquentou entre o PSDB e os socialistas. Em nota, o presidente estadual do PSDB de São Paulo, Mendes Thame não gostou do que viu na propaganda eleitoral do PT, que contabiliza um investimento federal de R$ 100 bilhões em São Paulo. Em nota, afirmou que "o PT perdeu a noção".

– Deve ser já a influência do seu novo líder, Ciro Gomes, neopaulista e nanico da Dilma – disse.

Thame criticou o governo federal por incluir empréstimos, gastos do Estado e de prefeituras na sua cota. Segundo a nota, o governo Lula investiu apenas R$ 1,9 bilhão do Orçamento de 2009 no Estado.

A resposta não tardou e o deputado federal Ciro Gomes (PSB), pré-candidato à Presidência, afirmou em Belém (PA), onde conversa com líderes políticos locais, que os tucanos estão "perdidinhos da silva". O PSDB estuda a possibilidade de pedir a suspensão do mandato de Ciro porque ele mudou seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo.

– Eu acho, e não é de agora e nem por causa desse episódio, que eles andam 'perdidinhos da silva' – afirmou Ciro.

Ciro, que explica sua viagem ao Pará como preparatória à candidatura ao Palácio do Planalto, acredita que o PSDB vive em uma "redoma" e não conhece o país. Ele citou, como exemplo, o fato de o PSDB distribur em Natal (RN) uma cartilha "para provar para o povo do Nordeste que quem fez o Bolsa Família foram eles, o Fernando Henrique (Cardoso), e não o Lula".

– Só que eles estão fazendo isso na frente de oito milhões de famílias que sabem que dia começaram a receber, a partir de qual responsabilidade política esse benefício lhes chegou ou não. Como eles vivem nessa redoma, protegidos pela redoma plutocrata de conveniências, eles não conhecem o Brasil – afirmou Ciro.

O deputado cearense também ironizou a possível participação do governador José Serra (PSDB-SP) na tentativa de lhe cassar o mandato.

– De vez em quando acontece dessas contra mim, quase sempre com a mesma fonte, mas o Serra sempre nega que foi ele. A Roseana (Sarney) também acredita que não foi ele que tentou. Ela acredita, e eu também – alfineta.

O parlamentar referia-se ao fato de, em 2002, a Polícia Federal ter apreendido R$ 1,34 milhão em uma empresa da qual Roseana era sócia. O fato ganhou destaque no noticiário e Roseana desistiu de concorrer à sucessão de FHC e acusou Serra, que disputou aquela eleição, de ser o mandante da ação policial.

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