O horizonte político do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, é de longo prazo e está mais sintonizado com a capacidade de o governo dar certo. Em 2006, ele abre mão de um projeto eleitoral próprio para apoiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Considero uma imposição de caráter que eu, ao aceitar ser auxiliar do presidente, dê o que eu tiver de melhor, sem reservas, pelo êxito dele... Eu estou lutando no limite do que eu posso para isso - afirmou o ministro em entrevista à Reuters.
- Se o governo der certo, como todos acreditamos, naturalmente ele será chamado a uma reeleição. Se é assim, eu não tenho projeto na política nacional para 2006 - detalhou.
Dentro do governo, Ciro Gomes, adversário no primeiro turno das eleições presidenciais de 2002, é talvez o ministro não petista com mais peso político.
Ciro também lidera uma parcela importante da base aliada no Congresso, por meio do seu partido, o PPS, que tem 23 deputados e 2 senadores. E, ainda, é interlocutor do PSDB via o senador também cearense Tasso Jereissati, a quem ele devota aliança eterna. Com relação a sua influência direta sobre Lula, vale dizer que o presidente costuma ouvir de Ciro uma segunda opinião econômica.