Cinegrafista atingido por bomba em protesto segue internado em estado grave
Um cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por uma bomba durante manifestação no fim da noite desta quinta-feira na Central do Brasil, no Centro do Rio. O profissional gravava o protesto quando uma bomba explodiu ao lado de sua cabeça.
Um cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por uma bomba durante manifestação
Um cinegrafista da TV Bandeirantes foi atingido por uma bomba durante manifestação no fim da noite desta quinta-feira na Central do Brasil, no Centro do Rio. O profissional gravava o protesto quando uma bomba explodiu ao lado de sua cabeça. Não se sabe, de onde teria partido o explosivo. O cinegrafista foi identificado como Santiago Ilídio Andrade.
Ele foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, onde foi operado no setor de neurocirurgia e seu estado é grave. Ele deu entrada no hospital com afundamento no crânio e perda de parte da orelha. Segundo a assessoria do hospital, ele chegou em estado de coma. Mais seis pessoas foram internados com ferimentos no hospital.
A Polícia Militar (PM) prendeu 28 manifestantes que participavam do protesto contra o aumento das passagens de ônibus na Central do Brasil. O grupo foi colocado em um micro-ônibus da PM e levado para a 19ª Delegacia de Polícia.
O protesto começou pacífico às 18h30 com uma passeata pela Avenida Presidente Vargas até a Central do Brasil, mas terminou em um grande tumulto, quando os manifestantes invadiram o prédio da central e forçaram a liberação das roletas. Policiais da tropa da choque intervieram com o objetivo de esvaziar a estação e houve confronto.
Em alguns momentos do confronto dentro da Central da Brasil, os manifestantes jogaram pedras contra os policiais, que responderam com bombas de gás e cassetetes.
Do lado de fora da central, os manifestantes fizeram uma grande fogueira com banheiros químicos e derrubaram um dos portões de acesso à estação. Pontos de ônibus foram quebrados. Várias pessoas que tentavam embarcar nos trens passaram mal por causa das bombas de gás lacrimogênio e precisaram ser atentidas por equipes de emergência.
O tumulto se espalhou para as ruas vizinhas, com os manifestantes colocando fogo em pilhas de lixo no meio da rua, o que forçou a interrupção do trânsito de veículos na região.
Os policiais continuaram a reprimir os manifestantes para liberar as vias. Às 21h, a situação ainda não estava totalmente controlada no entorno da central, pois os manifestantes se dividiram em vários grupos. Apesar do tumulto, os serviços de trens não foram interrompidos.
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