Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Cinco pessoas morrem em ataques no Iraque

Domingo, 22 de Maio de 2005 às 08:58, por: CdB

Cinco pessoas, entre elas um alto funcionário do Ministério do Comércio, morreram neste domingo em ataques no Iraque.

O primeiro ataque de hoje aconteceu em um bairro do oeste de Bagdá, quando um homem atirou a esmo, matou dois civis e feriu outros quatro, informaram fontes do Ministério do Interior.

O homem, que estava em um veículo particular, disparou com um fuzil Kalashnikov contra um grupo de pessoas perto de um mercado do bairro Al Ghazaliya, antes de fugir, disse à EFE o oficial de polícia Raed Mohamed.

Uma hora depois, homens armados mataram Ali Moussa Salman, diretor-geral no Ministério de Comércio, num ataque em que o motorista dele também morreu e três pessoas ficaram feridas.

Este atentado, o mais recente contra funcionários do governo provisório, acusados pela insurgência de colaborar com a ocupação, ocorreu no bairro Al Iskan, no oeste da capital, quando Salman ia para o trabalho.

No centro de Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein, situada 270 quilômetros ao norte de Bagdá, um carro-bomba conduzido por um suicida explodiu em frente à delegacia do bairro de Al Qadisiya, matando pelo menos um policial e ferindo quatro.

As fontes policiais disseram que o atentado aconteceu quando uma patrulha do exército americano se aproximava da delegacia, embora não se saiba se há vítimas entre os militares dos EUA.

O Ministério do Interior anunciou hoje a morte de um membro das forças especiais iraquianas em um enfrentamento com supostos insurgentes durante uma operação policial em Samarra.

Fontes do ministério afirmaram que as forças inspecionaram várias casas suspeitas nesta cidade a cem quilômetros ao norte da capital e detiveram mais de 20 pessoas acusadas de estarem relacionadas com a insurgência sunita.

Os rebeldes intensificaram nas últimas semanas os atentados contra civis e membros das forças de segurança, e desde a formação do governo eleito, em 28 de abril, mais de 500 pessoas morreram em ataques cometidos em diferentes áreas do país.

No mesmo período foram encontrados mais de 50 cadáveres de policiais e civis sunitas e xiitas, todos assassinados com um tiro na cabeça, com os olhos vendados e com os braços amarrados para trás.

A descoberta de cadáveres fez crescer ainda mais a tensão entre os sunitas e os xiitas, que se acusaram mutuamente pelos assassinatos.

Para evitar o aumento da tensão, o clérigo xiita Moqtada al Sadr se ofereceu para mediar o conflito entre as duas partes, e hoje mesmo vários de seus representantes se reuniram em Bagdá com o xeque Harith Al- Dhari, o secretário-geral da Organização de Ulemás Muçulmanos (OUM), que representa os sunitas iraquianos.

"A reunião foi muito frutífera e temos algumas propostas do xeque Al-Dhari" para aliviar a tensão, disse à EFE Abdel Hadi al Darrayi, um dos líderes xiitas mais próximos de Al Sadr.

A tensão entre sunitas e xiitas aumentou depois que al-Dhari acusou na semana passada as forças de segurança, sob comando dos xiitas, de seqüestrar e assassinar muçulmanos sunitas.

Al-Dhari disse a membros da milícia Badr, antigo braço armado da Assembléia Suprema para a Revolução Islâmica no Iraque (ASRII), que no ano passado ela se transformou em uma organização política e seus milicianos se incorporaram à polícia e ao exército.

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