A assessoria do secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, informou que ele não vai se pronunciar sobre os episódios de violência nas favelas da Rocinha e do Vidigal. Garotinho está Angra dos Reis com a governadora Rosinha Matheus. De acordo com os assessores do secretário, ele não falará porque está fora da cidade, em viagem de folga. Desde a madrugada de sexta-feira, a Rocinha vive clima de guerra. A disputa por pontos de venda de drogas entre duas quadrilhas deixou cinco mortos e oito feridos.
Enquanto o secretário de Segurança Pública descansa no litoral sul fluminense em companhia da governadora Rosinha Matheus, todos os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM foram convocados, nesta manhã de sábado, a participar desta operação na Rocinha. O Bope é um grupo de elite da PM, e, mesmo os oficiais que estão de folga ou de férias terão que vir trabalhar para reforçar o policiamento na Rocinha, que vigora por tempo indeterminado.
Após o intenso tiroteio no fim da noite de ontem, o confronto entre policiais e traficantes na Rocinha foi interrompido na madrugada. A movimentação dos moradores e do comércio está normal. Desde o início da manhã, 380 policiais ocupam a favela e suas imediações incluindo a Avenida Niemeyer - uma das principais vias de ligação entre a Zona Sul e Zona Oeste do Rio. Dezenas de carros da policia reforçam a segurança no local para evitar novos confrontos entre bandidos.
O chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, chegará à Rocinha no fim da manhã para assumir a coordenação das operações de repressão à violência. O delegado, que retornou ontem de Angra dos Reis, onde passava o feriado, vai se encontrar com o comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Jorge Braga, entre 10h30m e 11h, para se inteirar da operação. Só então Álvaro Lins deve se encaminhar para a favela.
Cinco mortos na Rocinha enquanto Garotinho descança em praia
Sábado, 10 de Abril de 2004 às 06:39, por: CdB