Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Cigarros, serviços e remédios elevam IPCA em abril

O aumento dos impostos sobre o cigarro e o reajuste dos remédios pressionaram fortemente a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em abril, mas o movimento já era esperado pelos mercados. (Leia Mais)

Sexta, 08 de Maio de 2009 às 09:26, por: CdB

O aumento dos impostos sobre o cigarro e o reajuste dos remédios pressionaram fortemente a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em abril, mas o movimento já era esperado pelos mercados.

A alta foi de 0,48% em abril, ante avanço de 0,20% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Analistas esperavam avanço de 0,45%, segundo a mediana dos prognósticos de 29 instituições financeiras, que variaram de 0,37 a 0,50%.

O núcleo do índice também aumentou. Segundo a LCA Consultores, a média dos três núcleos (exclusão e médias aparadas com e sem suavização) subiu 0,40% em abril, ante alta de 0,27%  em março.

– O grupo Despesas pessoais, com 2,14% (de alta), apresentou a maior variação, influenciada, sobretudo, pelo aumento de 14,71% nos preços dos cigarros, responsáveis pela principal contribuição no mês de abril: 0,13 ponto percentual –, disse o IBGE em nota.

O governo aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o PIS/Cofins dos cigarros em abril para contrabalançar a perda fiscal resultante de uma série de medidas de estímulo econômico em meio à crise global.

Ainda no grupo Despesas pessoais, o item serviços pessoais apresentou aumento, concentrado em empregado doméstico, cabeleireiro, manicure e costureira.

Outra pressão em abril veio de Saúde e cuidados Pessoais, com alta de 1,10%. Os remédios foram reajustados no fim de março.

O IBGE apontou outros aumentos de preços com peso sobre o índice do mês: vestuário, gás de cozinha e energia elétrica

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas teve variação positiva menor, de 0,15% em abril ante 0,30% em março.

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