O aumento dos impostos sobre o cigarro e o reajuste dos remédios pressionaram fortemente a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em abril, mas o movimento já era esperado pelos mercados.
A alta foi de 0,48% em abril, ante avanço de 0,20% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Analistas esperavam avanço de 0,45%, segundo a mediana dos prognósticos de 29 instituições financeiras, que variaram de 0,37 a 0,50%.
O núcleo do índice também aumentou. Segundo a LCA Consultores, a média dos três núcleos (exclusão e médias aparadas com e sem suavização) subiu 0,40% em abril, ante alta de 0,27% em março.
– O grupo Despesas pessoais, com 2,14% (de alta), apresentou a maior variação, influenciada, sobretudo, pelo aumento de 14,71% nos preços dos cigarros, responsáveis pela principal contribuição no mês de abril: 0,13 ponto percentual –, disse o IBGE em nota.
O governo aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o PIS/Cofins dos cigarros em abril para contrabalançar a perda fiscal resultante de uma série de medidas de estímulo econômico em meio à crise global.
Ainda no grupo Despesas pessoais, o item serviços pessoais apresentou aumento, concentrado em empregado doméstico, cabeleireiro, manicure e costureira.
Outra pressão em abril veio de Saúde e cuidados Pessoais, com alta de 1,10%. Os remédios foram reajustados no fim de março.
O IBGE apontou outros aumentos de preços com peso sobre o índice do mês: vestuário, gás de cozinha e energia elétrica
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas teve variação positiva menor, de 0,15% em abril ante 0,30% em março.