Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Cientistas russos descobrem estrela misteriosa

Os cientistas russos descobriram na constelação do Leão Menor uma estrela, cuja luminosidade diminui 100 vezes de 70 em 70 anos.

Quarta, 16 de Março de 2016 às 07:53, por: CdB

 

A estrela recém-descoberta é bastante misteriosa, tendo em conta que fica na sombra de um outro corpo celeste

  Por Redação, com Sputnik Brasil - de Moscou:  

Os cientistas russos descobriram na constelação do Leão Menor uma estrela, cuja luminosidade diminui 100 vezes de 70 em 70 anos.

A respetiva informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov.
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Os cientistas russos descobriram na constelação do Leão Menor uma estrel
A estrela recém-descoberta é bastante misteriosa, tendo em conta que fica na sombra de um outro corpo celeste.

– O sistema [descoberto] é mais do que misterioso, porque nós vemos um eclipse total. Isso significa que algo encobre completamente a estrela gigante – explicou um professor da Universidade Vladimir Lipunov.

Mesmo assim, ainda não foi possível determinar qual é o corpo que encobre a estrela. Os cientistas já excluíram que se trate de destroços espaciais ou de outra estrela. Cabe mencionar que uma situação semelhante foi registrada entre 1942 e 1945, quer dizer, tais misteriosos eclipses totais se repetem a cada 69 anos. O artigo sobre a descoberta foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

Mercúrio

O segredo por trás da baixa visibilidade de Mercúrio para os astrônomos foi finalmente revelado graças a uma recente missão ao planeta.

A razão da cor escura do planeta Mercúrio é a grafite, descobriram os astrônomos que examinam os dados da missão MESSENGER da NASA.
O estudo, realizado no Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, descobriu que, na fase inicial de formação de Mercúrio, em que houve um esfriamento da matéria fundida, o seu núcleo externo, quase todo feito de grafite, veio para a superfície do planeta. – Nós usámos o espetrômetro de nêutrons da MESSENGER para conhecer a distribuição do carbono e descobrimos que estava correlacionada com o material mais escuro de Mercúrio, e que este material provavelmente teve origem nas profundezas da crosta – disse um dos coautores do estudo em comunicado.

A distribuição da grafite também evidencia que, embora esta não seja geralmente a camada superior, aparece frequentemente em grandes crateras. No planeta, em geral, a camada de grafite foi posteriormente coberta com magma originada pela atividade vulcânica.

– Quando este oceano de magma resfriou e os minerais começaram a cristalizar, todos os que solidificaram se afundaram, com exceção da grafite, que flutuava e se foi acumulando como a crosta original de Mercúrio – disse um representante do Laboratório da Física Aplicada, Rachel Klima. No entanto, a camada superior do planeta ainda mantém grafite nas suas rochas, escurecendo ainda mais a superfície.  
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