Rio de Janeiro, 09 de Abril de 2026

Cientistas querem que Europa ofereça fertilização gratuita

Terça, 20 de Junho de 2006 às 06:42, por: CdB

Cientistas que participam do Encontro de Fertilidade Europeu, em Praga, pediram nesta terça-feira que os governos passem a oferecer tratamentos de fertilização in vitro gratuitos para reverter o declínio populacional no continente.

Um estudo feito pelo instituto de pesquisa independente Rand Europe chegou à conclusão de que se este tipo de tratamento fosse oferecido, haveria dezenas de milhares de nascimentos a mais nos próximos anos. Isso poderia resolver o problema do envelhecimento da população européia.

Estimativas mostram que até 2050 quase um terço da população da Europa terá mais de 65 anos - o maior crescimento ajudaria ainda a estimular a economia destes países.

Investimento a longo prazo

Pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, calcularam que enquanto os custos de criar um bebê de proveta são de cerca de 13 mil libras (cerca de R$ 53 mil), cada um deles contribuiria com cerca de 147 mil libras em impostos e seguridade social ao longo da vida.

Os números foram calculados assumindo que eles estudariam até os 19 anos e a partir daí trabalhariam em tempo integral. Também foram levados em conta os gastos com saúde.

Os gastos com o tratamento de fertilização in vitro teriam sido repostos aos 31 anos de idade.

A partir daí, a nova geração ajudaria a diminuir o peso dos custos com a população mais idosa no continente - um problema sério em diversos países, especialmente na Espanha, Itália e República Tcheca.

- O nível de natalidade está abaixo do número necessário para manter a população estável em todos os países da Europa. Ajudar pessoas com problemas de fertilidade a ter filhos não beneficia somente os casais e suas famílias, mas a sociedade como um todo - disse o professor William Ledger, que liderou o estudo de Sheffield.

De acordo com a pesquisa da Rand Europe, os tratamentos de fertilidade gratuitos deveriam fazer parte de um pacote para estimular as pessoas a terem mais filhos, junto com bons benefícios e estabilidade no emprego para as mulheres.

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