Um estudo divulgado pela Agência Internacional para a Investigação do Câncer aponta para a falta de provas que relacionem o uso de aparelhos de celular com o desenvolvimento de câncer no cérebro.
A pesquisa realizada pelo órgão da OMS envolveu a análise do comportamento de mais de 10 mil pessoas, o maior estudo já feito sobre uma relação entre câncer e celulares.
O trabalho custou cerca de US$ 25 milhões e foi financiado pela indústria de celulares. Foram entrevistados em 13 países, 5 mil homens e mulheres diagosticados com dois tipos de câncer cerebral: glioma e meningioma, entre 2002 e 2004.
O epidemiologista da Organização Mundial da Saúde, Carlos Dora, disse à Rádio ONU, de Genebra, que questões de metodologia dificultam os estudos do gênero.
- O estudo foi grande, examinou com bastante detalhe a exposição e os potenciais efeitos; não demonstrou nenhum efeito, ou seja não existe nenhum câncer que tenha sido demonstrado. As dúvidas que permanecem são em relação às dificuldades metodológicas inerentes a esse tipo de estudo. Identificar todo esse tipo de informação retrospectivamente ao longo de 10 anos, desde o anos 90, é uma coisa difícil -, disse.
O estudo afirma que o uso de telefone celular aumentou de forma dramática desde a introdução dos aparelhos na década de 80 e que a expansão desta nova tecnologia sempre foi acompanhada de preocupações sobre a saúde.