Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Cientistas estudam anticoncepcional genético

Um novo anticoncepcional que não se baseia em hormônios em sua composição está sendo desenvolvido por um grupo de cientistas norte-americanos. Devido a sua composição, o contraceptivo não causaria os efeitos colaterais dos comprimidos tradicionais. (Leia Mais)

Sexta, 19 de Outubro de 2007 às 12:27, por: CdB

Um novo anticoncepcional que não se baseia em hormônios em sua composição está sendo desenvolvido por um grupo de cientistas norte-americanos. Devido a sua composição, o contraceptivo não causaria os efeitos colaterais dos comprimidos tradicionais. A informação é do jornal britânico The Guardian desta semana.

O "anticoncepcional genético"  atua diretamente na fecundação, impedindo que o espermatozóide fertilize o óvulo feminino.

A técnica, chamada de interferência de RNA (RNAi), utiliza fragmentos minúsculos de material genético para bloquear a atividade de genes no corpo. O cientista Zev Williams e sua equipe do Women's Hospital, de Boston (EUA), usam a interferência de RNA para bloquear o gene ZP3, que surge nos óvulos somente quando o organismo está em processo de ovulação.

O gene seria, então, impedido de produzir uma proteína que normalmente recobre o óvulo e que é vital para o espermatozóide se fixar para alcançar a fertilização.

A pesquisa promete ser uma alternativa aos contraceptivos orais tradicionais, que se baseiam nos esteróides estrógeno e progesterona. Esses hormônios têm sido relacionados ao aumento do risco de formação de coágulos sangüíneos e a alguns cânceres, e seus efeitos colateriais também estão associados a mudança no humor, na libido e, em alguns casos, ao ganho de peso.

Dentro de cinco anos, os cientistas esperam realizar estudos mais completos sobre o novo anticoncepcional e, se constatarem a eficácia e a segurança do método, ele poderá estar disponível para comercialização em 10 anos.

O novo contraceptivo poderá ser usado como supositório ou adesivo para a pele, mas não substituirá totalmente as pílulas tracionais, já que muitas mulheres utilizam anticoncepcionais hormonais como tratamento para alguns males ou para regularem o ciclo menstrual.

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