Mais de 230 cientistas de todo o mundo, de cerca de 40 países, reúnem-se, do 3 ao 6 de dezembro, em Bangkok, capital da Tailândia, no Forum Mundial sobre Vacinas, organizado pela OMS. Entre balanços e avaliações das pesquisas e testes de diferentes vacinas, o destaque este ano é para a malária.
Em Bangkok, a diretora do programa de vacinas da OMS, Marie-Paule Kieny, vai anunciar oficialmente um itinerário a seguir, até 2025, quando provavelmente será comercializada a primeira vacina contra a malária.
Já em 2015, segundo indicam os atuais testes deverá haver uma vacina, capaz de diminuir de 50% as infecções e mortes por paludismo na África. Por essa época também poderá estar surgindo a possibilidade de uma primeira vacina contra a Aids, pois os testes de terceira fase, atualmente na Tailândia, são prometedores.
Enquanto isso, a vacina contra o câncer do colo do útero, anunciada no Forum realizado em Salvador, na Bahia, já foi comercializada e começam as vacinações em meninas com mais de dez anos e adolescentes, antes do primeiro contato sexual. Embora os primeiros resultados estejam sendo mais que satisfatórios, a vacinação em massa das meninas esbarra num problema - o elevado preço das duas doses necessárias da vacina, superior a 150 dólares cada. E são justamente o países menos desenvolvidos com maior número de mulher com câncer no colo do útero.
Marie-Paule Kieny conta, numa entrevista, os atuais desafios em termos de vacinas, inclusive a destinada a evitar uma pandemia de gripe do frango.
Entrevista com Marie-Paule Kieny, diretora do programa de vacinas da OMS
O ponto principal do Forum Mundial de Vacinas, em Ba