Resultados preliminares de um novo tratamento para febre hemorrágica causada pelo vírus ebola mostram que o medicamento é capaz de prolongar a vida de macacos infectados.
O Ebola mata em 50% a 90% dos casos. Não há tratamento disponível para a doença, que é transmitida pelo contato com fluidos corporais.
Cientistas do Instituto de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA, em Maryland, injetaram o medicamento rNAPc2 em nove macacos rhesus infectados com o vírus. A taxa de sobrevivência do grupo foi 33% maior do que entre macacos não tratados.
- Nossos resultados têm grandes implicações clínicas, já que nossa abordagem terapêutica tem como alvo o processo da doença em vez da replicação do agente infeccioso - escreveu Thomas Geisbert, líder do estudo, em um artigo publicado na revista médica britânica "The Lancet".
Apesar de o estudo ser pequeno e os resultados, preliminares, Geisbert acredita que o tratamento seja eficaz e seura seguro para pessoas com o Ebola ou doenças virais similares. Mas ele ressaltou que são necessárias muito mais pesquisas.
O vírus Ebola, identificado em 1976, leva o nome de um rio na República Democrática do Congo, onde um surto surgido no mês passado já matou 29 pessoas.
Cientístas desenvolvem possível tratamento contra o Ebola
Quinta, 11 de Dezembro de 2003 às 21:24, por: CdB