Os investigadores conseguiram elaborar o "modelo da vizinhança mais próxima” (M3) na qual a duração de cada link depende da distância da galáxia mais próxima
Por Redação, com Sputnik Brasil de Moscou:
Astrofísicos e investigadores criaram modelos gerados por computador da “web cósmica”, usando diferentes algoritmos para fazer uma ligação entre as galáxias e o universo em grande escala.
Um grupo de astrofísicos e especialistas em visualização de dados ligaram visualmente 24,000 galáxias com mais de 100 mil conexões, usando algoritmos de construção de redes, baseados nas várias propriedades como a localização, o tamanho e a velocidade relativa.
– O conceito de web cósmica, que mostra o universo como uma série de galáxias discretas que são mantidas juntas com a gravidade, está enraizado profundamente na cosmologia. Ainda se sabe pouco sobre a construção mais efetiva e as características da rede subjacente – explicaram os cientistas sobre a sua pesquisa no relatório, publicado na página arXiv.org.
Cientistas compararam seus modelos com o universo atual para revelar quais as definições da web cósmica que apresentam melhores correlações entre as características físicas das galáxias conectadas.
Os investigadores conseguiram elaborar o "modelo da vizinhança mais próxima” (M3) na qual a duração de cada link depende da distância da galáxia mais próxima.
– Mostramos que as propriedades das redes geradas pelas simulações e observações são idênticas, revelando a universalidade profunda da web cósmica – afirmam eles.
A interface de cada modelo está disponível na página Cosmic Web website, que permite mudar o tipo de conexões que ligam as galáxias e girar, aumentar os modelos e utilizar alguns filtros.
Cérebro eletrônico
O trabalho de um time de cientistas russos pode deixar a humanidade um passo de criar um computador que funcionará como um cérebro humano.
Um grupo de cientistas do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou aparentemente desenvolveu um protótipo de hardware de “sinapse eletrônica” que mostra propriedades similares às das sinapses orgânicas do próprio cérebro humano.
Segundo os pesquisadores, que publicaram suas descobertas no jornal Nanoscale Research Letters, sua criação funciona como uma sinapse biológica verdadeira e pode deixar a humanidade mais perto de criar redes neurais artificiais completas.
Essa nova tecnologia pode ser implementada no desenvolvimento de sistemas de computadores que operam como redes neurais biológicas ou até mesmo em uma inteligência artificial que “pense” como um humano, possivelmente diminuindo o vão entre homem e máquina.