Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Cientistas concluem que barriguinha discreta provoca doença cardíaca

Até uma barriguinha discreta pode aumentar o risco de doenças cardíacas, advertiram cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, uma cintura de proporção elevada em relação aos quadris, estariam ligados à sinais prematuros de doenças do coração. (Leia Mais)

Terça, 14 de Agosto de 2007 às 12:10, por: CdB

Até uma barriguinha discreta pode aumentar o risco de doenças cardíacas, advertiram cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, uma cintura de proporção elevada em relação aos quadris, estariam ligados à sinais prematuros de doenças do coração.

Isto confirma outros estudos científicos que indicaram que o tamanho da cintura, mais do que o peso do organismo, seria um sinalizador de doenças cardíacas.

O estudo do Texas, publicado no Journal of the American College of Cardiology, envolveu 2.744 pessoas - entre homens e mulheres - e sugere que uma cintura de 81 centímetros para mulher e 94 centímetros para homem representa uma elevação "significativa" do risco de problemas cardíacos.

Homens e mulheres participaram do trabalho científico, submetendo-se a exames médicos e à ressonância magnética para a identificação de sinais prematuros de arteriosclerose - o estreitamento e endurecimento de artérias ligado ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Formato de corpo

Os cientistas examinaram ainda a relação entre o formato do corpo dos participantes e a presença de arteriosclerose.

Eles descobriram que alguns centímetros a mais na cintura levam a um aumento do risco de danos às artérias, mesmo que o peso esteja dentro dos parâmetros considerados normais.

Pessoas com índices altos na proporção entre cintura e quadris têm um risco quase dobrado de ter depósitos de cálcio, que indicam um princípio de arteriosclerose, nas artérias do coração, em relação às pessoas com índices menores.

E mesmo quando outros fatores de risco, tais como pressão alta, diabete e idade, são levados em conta, a ligação permanece forte.

— A gordura que acumula em volta da cintura parece mais ativa biologicamente na medida em que secreta proteínas inflamatórias que contribuem para o acúmulo de placa arteriosclerótica, enquanto gordura em torno dos quadris não parece aumentar o risco de doença cardiovascular —, disse James de Lemos, que chefiou a pesquisa.

— Nós achamos que a mensagem-chave para as pessoas é impedir o acúmulo de gordura na cintura na juventude. Até uma pequena barriga nos coloca em um risco maior se comparado a um estômago achatado —, completou.

E a proporção de cintura para quadril se mostrou mais ligada a estes sinais prematuros de doenças cardiovasculares do que o índice de massa corporal (IMC) ou a medida da circunferência da cintura tomada isoladamente.

O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Uma pessoa que pesa 55 kg e tem 1,70 m de altura, por exemplo, tem o IMC de 19,03 kg/m². Especialistas em saúde das Nações Unidas recomendam que o IMC fique em torno de 18,5 kg/m² e cerca de 25 kg/m².

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