Cientistas americanos criaram um tecido cardíaco que se contrai e responde aos estímulos como o de um coração verdadeiro, revelou um estudo publicado, este mês, no periódico científico Journal of Biomedical Materials. Segundo cientistas da Universidade de Michigan, o tecido é mais um passo rumo à criação de partes lesionadas do coração humano e até a de um novo órgão a partir de um punhado de células cardíacas.
O tecido foi criado mediante um sistema de bioengenharia, chamado BEHM, a partir de um gel de fibrina que se dilui e pode gerar pulsações e reagir ao estímulo como um músculo real, assinalaram. Embora o BEHM esteja ainda muito longe de ser utilizado em um tratamento para doenças cardíacas em seres humanos, a equipe de cientistas assinala que o método poderia acelerar o avanço nessa direção.
- Com os resultados podemos dizer que ao utilizar o gel de fibrina se consegue um produto que está pronto em poucos dias -, assinalou Ravi Tira, do Laboratório de Coração Artificial do
Departamento de Cirurgia Cardíaca do Centro Cardiovascular da Universidade de Michigan.
Além disso, acrescentou, "ele se organiza, começa a se contrair com uma força considerável e responde adequadamente a fatores externos, como o cálcio". Segundo o relatório, as forças de contração aumentaram quando os tecidos criados pelo BEHM foram banhados com uma solução de cálcio e um remédio que atua sobre os receptores celulares.
Ambas as substâncias são importantes para produzir os sinais necessários a fim de conseguir uma ação das células que se encontram dentro do tecido, indicou o relatório.
Cientistas americanos criam tecido cardíaco em laboratório
Cientistas americanos criaram um tecido cardíaco que se contrai e responde aos estímulos como o de um coração verdadeiro, revelou um estudo publicado, este mês, no periódico científico Journal of Biomedical Materials. Segundo cientistas da Universidade de Michigan, o tecido é mais um passo rumo à criação de partes lesionadas do coração humano e até a de um novo órgão a partir de um punhado de células cardíacas.
Segunda, 11 de Dezembro de 2006 às 16:14, por: CdB