Os transportes públicos entraram em greve de 24 horas em Roma, Milão, Palermo e outras grandes cidades da Itália. A paralisação é um protesto contra o fracasso nas negociações salariais.
Longas filas de passageiros frustrados se formaram em Roma, onde os mais irritados eram os turistas, que tiveram que esperar até uma hora por um táxi. Muitos trabalhadores optaram por tirar os carros da garagem ou decidiram tirar o dia de folga, enquanto milhões de italianos estão em casa desde o final de semana.
A greve foi convocada pelos sindicatos CGIL (esquerda), CISL (ligado à Igreja Católica) e o moderado UIL, que não aceitam a posição das autoridades na negociação de um aumento salarial para os 120.000 trabalhadores do setor de transportes públicos urbanos.
Os sindicatos garantiram que um serviço mínimo será empregado nos horários do rush. No início da tarde, os sindicatos informaram que 100% dos trabalhadores aderiram à greve em Nápoles, mas as empresas locais afirmam que o índice chegou a 73%. De acordo com os sindicatos, a adesão atingiu 88% em Roma, 63% em Milão e 56% em Palermo, na Sicília.
- A greve era inevitável - disse Savino Pezzotta, secretário-geral do CISL.
- Nós esperamos muito por negociações sérias - acrescentou.
- A mobilização dos trabalhadores fará com que a diretoria dos transportes públicos reflita na necessidade de retomar as conversas - afirmou Franco Nasso, membro do CGIL.
Cidades italianas sofrem com greve de transporte público
Terça, 06 de Julho de 2004 às 23:51, por: CdB