Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2026

Cidades devem estar envolvidas na preservação ambiental

A luta pela preservação do ambiente pode começar nas cidades, mesmo que os centros urbanos tenham o desafio de lidar com mais residentes, mais arranha-céus e mais sistemas de transporte. Metade da população mundial está espremida em centros urbanos, e se estima um aumento populacional de 70% em 2030.

Quinta, 28 de Outubro de 2010 às 11:31, por: CdB

A luta pela preservação do ambiente pode começar nas cidades, mesmo que os centros urbanos tenham o desafio de lidar com mais residentes, mais arranha-céus e mais sistemas de transporte. Na convenção global da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a diversidade que acontece na cidade japonesa de Nagoia, a questão está focada na necessidade de se preservar as florestas tropicais e os oceanos, mas em conversas entre cerca de 230 representantes de cidades do mundo inteiro que estão reunidos paralelamente ao evento maior, concordam que a conservação da natureza nas cidades é igualmente vital. – Temos de trabalhar em dois níveis. Em primeiro lugar, a preservação dos ecossistemas, mas também a integração da biodiversidade na cidade e em todas as políticas "– disse Evelyne Huytebroeck, ministra do governo para assuntos do meio ambiente de Bruxelas (Bélgica). – A biodiversidade deve ser encarada como parte da solução para a cidade, para o planejamento urbano sustentável, e não como um problema.   Metade da população mundial está espremida em centros urbanos, e se estima um aumento populacional de 70% em 2030. Estudos da ONU apresentados durante as negociações em Nagoia têm destacado o valor dos ecossistemas para a subsistência, como os insetos que polinizam as plantas, as árvores que limpam o ar e as plantas que são fonte de alimento. Mas os resíduos, as emissões industriais e a poluição dos transportes têm levado à destruição de ecossistemas dentro das cidades. – Essas mudanças já estavam colocando riscos para a saúde  –, disse David Cadman, vereador em Vancouver. – Os mosquitos que carregam o vírus do Nilo, a dengue e a malária estão entrando em lugares onde nunca chegaram antes –, disse ele. – Se você acha que preservar a biodiversidade frente as mudanças climáticas é caro, olhe para os custos gerados pelo sistema de saúde. Cadman disse que há cidades que já trabalham para preservar zonas úmidas, salvar rios e tratar os resíduos de forma responsável. Já a representante de Bruxelas alerta para a necessidade de preservar árvores e construir casas e escritórios com jardins plantados no topo de cada um deles. – Talvez você diga que isso não é nada, mas é muito para uma cidade quando vê quantos telhados planos a cidade pode ter –, comentou Huytebroeck.

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