Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Cidadela das Farc na selva é descoberta por exército colombiano

Segunda, 05 de Julho de 2004 às 01:33, por: CdB

No meio de árvores de 15 metros de altura, o exército colombiano achou, no sul do país, uma cidadela das Farc com salas de jantar comunitárias, um minicoliseu, uma casa de cultura, um hospital, uma creche e oficinas para consertar motores de lanchas.

Há 28 casas construídas em madeira, várias delas de dois andares, com antenas para receber sinal de televisão a cabo, segundo o site do jornal 'El Tiempo', de Bogotá.

A publicação, que não revela o lugar exato das operações para não prejudicá-las, assegura que em uma adega da cidadela, o exército colombiano encontrou 400 mil cartuchos para fuzil AK-47, granadas, morteiros e explosivos.

Esta descoberta aconteceu durante a segunda fase do Plano Patriota, desenvolvido pelo exército colombiano nos departamentos de Caquetá, Guaviare e Meta há poucos dias.

Acredita-se que com estas ações, foi encurralado o terceiro anel de segurança de Jorge Briceño, conhecido como 'Macaco Jojoy', um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a maior e mais antiga guerrilha do país.

Segundo o vídeo das Forças Militares, os alojamentos dos guerrilheiros têm três salas de jantar com bancos para 30 pessoas.

No minicoliseu há uma gigantesca bandeira das Farc, de seis metros de comprimento por dois de largura, que tem impresso o rosto de Simón Bolívar, herói da independência.

Aparentemente, os guerrilheiros têm predileção pela música 'vallenata' (originária do litoral norte colombiano), pois na Casa da Cultura deixaram instrumentos característicos deste tipo de música.

Uma das casas mais bem dotadas servia de sala de audiovisuais e reuniões do secretariado das Farc, onde havia, entre outros objetos, uma tela gigante de 40 polegadas.

No hospital havia macas, remédios e equipamentos de cirurgia. Também foram achados cadernos com relatos clínicos escritos à mão.

Bombas e várias vasilhas cheias de combustível estavam nas oficinas de motores onde se regulavam as lanchas.

Na adega de alimentos havia pasta, café, sardinhas, farinha de trigo, açúcar, arroz, grãos-de-bico, lentilhas e sal, que somavam 12 toneladas.

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