Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Cidade sul-africana quer liberar prostituição na Copa de 2010

Os planos do governo de uma cidade sul-africana para legalizar a prostituição no país por ocasião da Copa do Mundo, em 2010, estão sendo criticados por grupos religiosos e pela oposição. (Leia Mais)

Quinta, 17 de Julho de 2008 às 06:31, por: CdB

Os planos do governo de uma cidade sul-africana para legalizar a prostituição no país por ocasião da Copa do Mundo, em 2010, estão sendo criticados por grupos religiosos e pela oposição.

A proposta, do governo local de Durban, prevê a legalização das casas de entretenimento adulto durante os jogos da Copa do Mundo de futebol. A ala jovem do partido Inkatha da Liberdade e o principal partido de oposição do país, a Aliança Democrática, condenaram a sugestão.

A oposição teme que, caso seja introduzida durante o evento esportivo, a permissão possa se tornar permanente.

A idéia também não foi bem recebida pelo presidente do Movimento Africano Democrático Nazaré (ANDM, na sigla em inglês), Thokozani Hlatschwayo. De acordo com ele, a "proposta vai contra a palavra de Deus".

Segurança

Uma das principais preocupações levantadas pela crítica é a aids. Cerca de 5 milhões de pessoas são infectadas pelo vírus na África do Sul, tornando o país um dos mais afetados do mundo pela doença.

O município de Durban argumenta que a Alemanha tinha muitas casas de entretenimento adulto durante a Copa do Mundo de 2006 e que os locais eram populares entre os visitantes.

Segundo o governo local, apesar de a prostituição ser proibida no país, não se pode ignorar o fato de que a indústria do sexo faz muito sucesso durante eventos como a Copa do Mundo. A proposta prevê que os centros de entretenimento como casas de strip-tease e agências de acompanhantes seriam localizadas em áreas especiais onde seriam seguros e de fácil acesso durante o evento.

Algumas autoridades admitem a existência de meninas jovens e mulheres trabalhando como prostitutas nas ruas de Durban.

De acordo com o governo local, já existe uma ação para ajudá-las a trabalhar em ambientes seguros.

Em janeiro, o deputado George Lekigetho, propôs que a legalização acontecesse durante o evento esportivo.

– É uma das coisas que garantirá o sucesso [do evento] – disse.

Em uma declaração feita no Parlamento sul-africano, Lekigetho afirmou que a legalização ajudaria a reduzir os casos de estupro na cidade.

Segundo o correspondente da BBC em Joannesburgo, Mpho Lakaje, alguns deputados teriam zombado da proposta, mas ela teria sido bem recebida por um grupo que representava os trabalhadores da indústria do sexo.

– Nós apoiamos qualquer legalização do trabalho sexual, especialmente durante a Copa do Mundo de 2010 – disse Nicola Fick, do grupo Força Tarefa de Apoio e Educação ao Trabalhadores do Sexo (Sweat, na sigla em inglês).

A proposta de legalizar a prostituição foi apresentada pela primeira vez no ano passado pela comissária da polícia, Jackie Selebi, que foi suspensa por acusações de corrupção. Lakaje afirma ainda que a decisão final sobre a aprovação da proposta depende da votação do Parlamento do país.

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