O último bastião mexicano antes dos Estados Unidos é também um ponto de passagem de drogas para o solo americano, e acredita-se que policiais corruptos possam estar ajudando chefes dos cartéis do tráfico a revender suas mercadorias para o vizinho do norte.
O prefeito de Tijuana, Jorge Hank Rhon, disse que todos os 2,3 mil policiais de Tijuana - desde o soldado que patrulha as ruas até o superintendente estadual - estarão sujeitos a esta extraordinária investigação.
Pressão econômica
A medida é atribuída à pressão das empresas instaladas em Tijuana, que iniciaram uma campanha contra a influência das gangues na cidade.
Os empresários ameaçaram mudar seus negócios para outro lugar se nada fosse feito - um fato potencialmente devastador em um município cuja população já supera o milhão de pessoas.
Dezenas de moradores morreram neste ano em violentos conflitos de gangue em Tijuana.
Esforços policiais para combater a influência dos grupos de criminosos existem. Em agosto, o homem tido como o cabeça do cartel de Tijuana, Francisco Javier Arellano Felix, foi preso com a ajuda de autoridades americanas no estado da Baja Califórnia, costa oeste mexicana.
Mesmo assim, o prefeito Rhon diz acreditar que a maioria dos policiais na cidade está, de alguma maneira, envolvida com o tráfico de drogas ou o crime organizado.
A pedido do prefeito, o Ministério da Segurança Pública do México resolveu instalar a ampla investigação.
Mas um porta-voz do ministério disse que os detalhes da diligência só serão divulgados em duas semanas.