Rio de Janeiro, 20 de Agosto de 2026

Cidade de Minas Gerais sofre dois tremores

Terça, 14 de Outubro de 2003 às 23:16, por: CdB

Dois tremores de terra abalaram o distrito de Tapuirama, situado a 40 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Os abalos sísmicos, que aconteceram às 19h40 da última segunda-feira, não chegaram a provocar nenhum desabamento. Segundo depoimentos de moradores, apenas duas casas apresentaram rachaduras provenientes dos abalos.

Centenas dos seis mil moradores do distrito saíram de suas residências, e foram para as ruas. De acordo com moradores de Tapuirama, o segundo tremor ocorreu uns cinco segundos após o primeiro. Foi mais intenso e acompanhado por um barulho forte. As casas balançaram.

O professor e geólogo Luiz Nishiyama, da Universidade Federal de Uberlândia, acredita que os dois abalos devem ter sido provocados por acomodação de terra no Lago Miranda.
 
- O que pode ter acontecido é uma acomodação provocada pela tensão do rebaixamento do lago, que está com 37% de sua capacidade. É o chamado sismo induzido - avaliou o especialista.

Foi o segundo caso de abalo sísmico registrado na região. O primeiro, acontecido no dia 7 de maio de 1998, registrou 3.3 na escala Richter. Ele é lembrado por moradores como Aristonide José Bernardes, 59 anos: 'todo mundo ficou muito assustado aqui, porque o balanço foi muito forte e tremeu tudo. Isto já aconteceu antes no nosso distrito, mas dessa vez assustou mais'.

- Todo mundo saiu para o meio da rua porque o susto foi grande - reforçou o serralheiro João Abadio Fernandes, 55 anos. Segundo ele, as casas tremeram muito.

- Acho que as construções feitas com saibro devem ter sofrido mais - comparou.

A Cemig, que possui estações medidoras de sismos em várias regiões de Minas, informou que não possuir nenhum relatório da estação do Reservatório de Miranda, a cinco quilômetros de Tapuirama. Portanto, não havia como informar a intensidade dos abalos na Escala Richter de medição.
 
Funcionários do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília informaram, na tarde da última terça-feira, que dependem de relatórios da Cemig para avaliar a intensidade dos tremores.

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