Rio de Janeiro, 04 de Agosto de 2026

Chuvas fortes devem voltar a atingir o Paraná

Para o meteorologista Fernando Mendes, do Instituto Tecnológico Simepar, o que preocupa é a chegada nesta sexta-feira de uma nova frente fria que está se deslocando do Sul em direção ao Paraná, trazendo chuvas fortes. As chuvas dos últimos dias têm causado diversos estragos a municípios paranaenses e às estradas que cortam o estado. Mais de 30 mil pessoas foram atingidas.

Quinta, 17 de Março de 2011 às 08:07, por: CdB
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Para o meteorologista Fernando Mendes, do Instituto Tecnológico Simepar, o que preocupa é a chegada nesta sexta-feira de uma nova frente fria que está se deslocando do Sul em direção ao Paraná, trazendo chuvas fortes. As chuvas dos últimos dias têm causado diversos estragos a municípios paranaenses e às estradas que cortam o estado. Mais de 30 mil pessoas foram atingidas. Subiu para quatro o número de mortes por causa das chuvas confirmadas no Paraná. A última morte registrada até a noite desta quarta-feira foi em Morretes. Antes, foram confirmadas duas em Antonina e uma em Honório Serpa. O tráfego foi restabelecido na BR-277 que liga Curitiba ao litoral. A Ecovia, concessionária que administra o trecho, informou que não há filas de caminhões em direção ao Porto de Paranaguá. A expectativa é que até esta sexta-feira o fluxo pela BR-277 esteja bem mais tranquilo para caminhões e carros de passeio. Na madrugada desta quinta-feira, os caminhões foram liberados aos poucos, em comboios organizados pela Polícia Rodoviária Federal. Somente na quarta-feira, 3.981 caminhões passaram pela rodovia, o que corresponde a aproximadamente 60% da quantidade normal em época de escoamento da safra. Dois dias sem chuvas possibilitaram à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) liberar parcialmente as senhas para os caminhões com granéis seguirem para o Porto de Paranaguá. A interrupção da liberação de caminhões, anunciada há uma semana, foi uma medida emergencial para evitar a formação de filas na estrada, uma vez que a chuva contínua estava prejudicando o embarque de granéis. O Porto de Paranaguá está funcionando normalmente e, segundo a superintendência, não haverá danos maiores à movimentação portuária devido às chuvas. Os caminhões estão descendo em comboios de até 50 veículos. Na PR-408, que dá acesso a Morretes, a ponte metálica que está sendo erguida pelo Exército já está quase concluída. A BR-376 que liga Curitiba a Santa Catarina está liberada com restrições de tráfego nos dois sentidos (Curitiba e Palhoça), entre o km 664 e o km 672, nas regiões de Tijucas do Sul e Guaratuba. Neste trecho, o fluxo de veículos segue por meio do sistema Pare/Siga com intervalos de 2 em 2 horas. A Autopista Litoral Sul informa que está com uma equipe de plantão na estrada, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, e permanece a orientação para que a estrada seja utilizada apenas em casos de necessidade. Na BR-116 sentido Paraná e BR-101 destino Santa Catarina, o tráfego flui sem problemas em ambos sentidos. De acordo com a Defesa Civil, 581 pessoas ainda estão em abrigos no litoral paranaense e mais de 16 mil tiveram de deixar suas casas. Desde o início das chuvas 14,3 mil pessoas ficaram desalojadas (foram para casas de familiares e amigos) e 2,4 mil ficaram desabrigadas (tiveram que recorrer a abrigos públicos). A situação é mais grave nos municípios de Antonina e Morretes, que concentram o maior número de pessoas atingidas. Em todo o Estado as chuvas afetaram um total de 30.968 pessoas, em oito municípios. Foram registradas quatro mortes, das quais duas em Antonina, uma em Morretes e uma em Honório Serpa. Os municípios de Antonina e Morretes decretaram estado de calamidade pública; Guaratuba, Honório Serpa e Paranaguá estão em estado de emergência.
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