As fortes chuvas que castigam o Estado de Minas Gerais desde o início do ano continuam fazendo estragos na Região Metropolitana de Belo Horizonte e nas cidades do interior. Conforme balanço divulgado em conjunto nesta terça-feira pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), 11 municípios mineiros já decretaram situação de emergência e outros três, estado de calamidade pública. Até agora, os temporais já provocaram a morte de duas pessoas, deixaram 42 feridos, 1.124 desabrigados e 1.478 desalojados.
A Cedec considera que o período chuvoso começou em dezembro. Assim, a primeira morte registrada foi em 5 daquele mês. O cabo da PM Vinícius Geraldo Peres, de 40 anos sofreu uma descarga elétrica e morreu na cidade de Esmeralda. A outra morte foi registrada ontem (17). A aposentada Germana Bonifácio da Luz de Jesus, de 71 anos, estava em sua casa, na cidade de Timóteo, a 196 quilômetros de Belo Horizonte, quando o muro de arrimo, responsável por conter um barranco de aproximadamente sete metros de altura cedeu em cima da sua casa.
Na lista de cidades que decretaram situação de emergência estão os municípios de Capelinha, Teófilo Otoni, Bráz Pires, São João do Oriente, Caiana, Carmésia, Espera Feliz, Limeira do Oeste, Bicas, Joanésia e Raposos. Já os municípios de Chalé, Ferros e Alvarenga decretaram estado de calamidade pública. Nestas cidades, as chuvas deixaram um rastro de destruição. As tempestades derrubaram 50 casas e deixaram outras 1.222 danificadas. Quarenta e cinco pontes ficaram parcialmente danificadas e outras 35 foram destruídas.
Uma das regiões mais atingidas pelas chuvas é o Leste do Estado. Na cidade de Alvinópolis, as tempestades, acompanhadas por vendavais, causaram a queda de pontes, deixando estradas interditadas, afetando a vida de 800 pessoas. Cerca de cinco casas no município foram danificadas. Em Coronel Fabriciano, uma ponte, localizada no bairro Sílvio Pereira I, desabou parcialmente. Além disso, várias ruas ficaram com o tráfego interrompido. Ocorreram vários deslizamentos de barrancos e alagamentos em diversos bairros. Já em Machacalis, as fortes chuvas deixaram várias casas danificadas e destruídas. Muros desabaram e algumas residências foram destelhadas, deixando várias famílias desabrigadas e desalojadas.
Na Grande Belo Horizonte, a cidade de Raposos foi a mais atingida até agora. Cerca de 350 famílias ribeirinhas estão desalojadas e outras 400 estão desabrigadas, nos bairros Várzea do Sítio e Barracão Amarelo.
Seis famílias ficaram ilhadas e tiveram de ser resgatadas de helicóptero. Por causa do risco de desabamento, a Cedec informou que todos os moradores das áreas de risco serão retirados dos imóveis.
Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026
Edições digital e impressa