Noventa dias após a tragédia das chuvas na região serrana fluminense, Teresópolis ainda sofre os efeitos do transbordamento de rios e deslizamentos de encostas que deixaram 389 vítimas e mais de 5 mil desabrigados, dos quais 236 estão em abrigos até hoje. Desse total, cerca de 2,5 mil recebem o aluguel social de R$ 500. A procura pelo benefício é grande e não há recursos para atender a todos.
Segundo o presidente da Associação das Vítimas de 12 de Janeiro, Joel Alves Caldeira, desde o desastre a cidade está abandonada. As obras não são suficientes para recuperar os estragos e as pessoas estão brigando para conseguir o aluguel social. Segundo ele, o dinheiro transferido para o município não chega a quem precisa.
— Queremos mais transparência. A gente não está vendo resultado do montante de dinheiro que veio para Teresópolis — afirmou Joel Alves, que já encaminhou denúncia aos ministérios públicos Estadual e Federal solicitando apuração nos contratos e projetos da prefeitura.
A presidente da organização não governamental Nossa Teresópolis, Rita Telles denuncia a situação na cidade, onde há muito entulho, vias obstruidas e casas condenadas à demolição. A presidente também cobra agilidade no restabelecimento de serviços públicos e critica a falta de ação da prefeitura para ajudar na gestão de galpões com mantimentos.
— As ações não são suficientes. Não há uma política organizada. A prefeitura disse que não ia ligar os serviços para as pessoas não voltarem para suas casas, mas sem ter para onde ir, elas estão voltando sem nenhuma condição — afirmou Rita Telles.
Os moradores de abrigos reclamam das condições da alimentação, da falta de segurança e de organização. Famílias querem trabalho para completar o aluguel social e culpam as constantes trocas na Secretaria de Assistência Social pelo descaso — em menos de dois meses, dois gestores ocuparam a pasta.
— A prefeitura poderia contratar os desabrigados para fazer o serviço aqui, como a segurança, a comida e a limpeza — disse a desempregada Simone Xavier, de 32 anos, do Abrigo Renascer.
A prefeitura de Teresópolis alega que o dano provocado pelas chuvas foi muito grande e que definiu 90 ações prioritárias, como a desobstrução de ruas e avenidas, executadas em parceria com o governo estadual. Por meio da asessoria de imprensa, também nega qualquer crise política e avalia que os protestos na cidade têm "cunho político-partidário, organizados pela oposição ao prefeito".
Chuva: Teresópolis ainda tem 236 pessoas em abrigos
Noventa dias após a tragédia das chuvas na região serrana fluminense, Teresópolis ainda sofre os efeitos do transbordamento de rios e deslizamentos de encostas que deixaram 389 vítimas e mais de 5 mil desabrigados, dos quais 236 estão em abrigos até hoje. Desse total, cerca de 2,5 mil recebem o aluguel social de R$ 500. A procura pelo benefício é grande e não há recursos para atender a todos.
Terça, 12 de Abril de 2011 às 09:54, por: CdB
Noventa dias após a tragédia das chuvas na região serrana fluminense, Teresópolis ainda sofre os efeitos do transbordamento de rios e deslizamentos de encostas que deixaram 389 vítimas e mais de 5 mil desabrigados, dos quais 236 estão em abrigos até hoje. Desse total, cerca de 2,5 mil recebem o aluguel social de R$ 500. A procura pelo benefício é grande e não há recursos para atender a todos.
Segundo o presidente da Associação das Vítimas de 12 de Janeiro, Joel Alves Caldeira, desde o desastre a cidade está abandonada. As obras não são suficientes para recuperar os estragos e as pessoas estão brigando para conseguir o aluguel social. Segundo ele, o dinheiro transferido para o município não chega a quem precisa.
— Queremos mais transparência. A gente não está vendo resultado do montante de dinheiro que veio para Teresópolis — afirmou Joel Alves, que já encaminhou denúncia aos ministérios públicos Estadual e Federal solicitando apuração nos contratos e projetos da prefeitura.
A presidente da organização não governamental Nossa Teresópolis, Rita Telles denuncia a situação na cidade, onde há muito entulho, vias obstruidas e casas condenadas à demolição. A presidente também cobra agilidade no restabelecimento de serviços públicos e critica a falta de ação da prefeitura para ajudar na gestão de galpões com mantimentos.
— As ações não são suficientes. Não há uma política organizada. A prefeitura disse que não ia ligar os serviços para as pessoas não voltarem para suas casas, mas sem ter para onde ir, elas estão voltando sem nenhuma condição — afirmou Rita Telles.
Os moradores de abrigos reclamam das condições da alimentação, da falta de segurança e de organização. Famílias querem trabalho para completar o aluguel social e culpam as constantes trocas na Secretaria de Assistência Social pelo descaso — em menos de dois meses, dois gestores ocuparam a pasta.
— A prefeitura poderia contratar os desabrigados para fazer o serviço aqui, como a segurança, a comida e a limpeza — disse a desempregada Simone Xavier, de 32 anos, do Abrigo Renascer.
A prefeitura de Teresópolis alega que o dano provocado pelas chuvas foi muito grande e que definiu 90 ações prioritárias, como a desobstrução de ruas e avenidas, executadas em parceria com o governo estadual. Por meio da asessoria de imprensa, também nega qualquer crise política e avalia que os protestos na cidade têm "cunho político-partidário, organizados pela oposição ao prefeito".