Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Chuva: São Lourenço do Sul decreta calamidade pública

A prefeitura de São Lourenço do Sul (RS) decretou estado de calamidade pública por conta da chuva que atinge a região desde quinta-feira. O município é o mais atingido no Estado pela força das águas. Até o momento, oito pessoas morreram, 2 mil estão desalojadas e 350 estão desabrigadas.

Sexta, 11 de Março de 2011 às 08:32, por: CdB
A prefeitura de São Lourenço do Sul (RS) decretou estado de calamidade pública por conta da chuva que atinge a região desde quinta-feira. O município é o mais atingido no Estado pela força das águas. Até o momento, oito pessoas morreram, 2 mil estão desalojadas (abandonaram a casa por causa da chuva) e 350 estão desabrigadas (perderam a casa). A estimativa da Defesa Civil é que mais de 15 mil dos 42 mil habitantes da cidade tenham sido atingidos pela chuva. – Estamos agora avaliando os prejuízos –, disse o coordenador da Defesa Civil, capitão Ari Ferreira. O município de Turuçu, vizinho a São Lourenço, também foi atingido e o trânsito está bloqueado entre as duas cidades. A previsão é de mais chuva para a região durante o fim de semana. – A chuva está instável. Agora está um pouco mais fraca, mas pode retornar forte a qualquer momento –, alertou Ferreira. Segundo ele, ainda não há estimativa sobre prejuízos. É preciso, primeiro, esperar a água baixar. Uma central para recebimento de donativos foi montada no ginásio de esportes de ão Lourenço do Sul.   Metade da cidade ficou submersa. Moradores se refugiram nos telhados das casas. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, ainda na manhã desta sexta-feira havia pessoas sendo resgatadas. A BR-166 segue interditada em dois trechos. Na cidade de Bento do Sul, dois arroios transbordaram e 200 pessoas estão desalojadas. Muitos fazendeiros perderam plantações e animais. Há previsão de rajadas de ventos na região. Com as lavouras e parte do rebanho debaixo d''água, os produtores de São Lourenço do Sul esperam o nível descer para calcular os prejuízos. Ainda não há estimativa do tamanho do vazio que as chuvas deixarão no campo, mas a enxurrada que assolou o município atingiu, pelo menos, 5 mil famílias que dependem da agropecuária. Dos 10 mil hectares cultivados com arroz no município, apenas 10% foram colhidos, o que indica possível quebra na produtividade média, até então projetada em 6,5 mil kg/ha. O cenário repete-se nos 16 mil hectares de milho, que poderiam render 3,6 mil kg/ha. Na soja, o temor é ainda maior, já que a colheita dos 9 mil hectares nem começou e, provavelmente, a produtividade não atingirá os 2,4 mil kg/ha.
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