Rio de Janeiro, 22 de Agosto de 2026

Chuva forte inunda ruas do Rio e causa transtornos

O temporal, que atingiu a cidade do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira e madrugada desta terça, provocou alagamentos, deslizamentos e muitos transtornos. A cidade ficou em estado de atenção – o segundo estágio uma escala de quatro - com previsão de chuva fraca a moderada durante o dia.

Terça, 26 de Abril de 2011 às 07:58, por: CdB
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O temporal, que atingiu a cidade do Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira e madrugada desta terça, provocou alagamentos, deslizamentos e muitos transtornos. A cidade ficou em estado de atenção – o segundo estágio uma escala de quatro - com previsão de chuva fraca a moderada durante o dia. De acordo com o Centro de Operações Rio, nas últimas 24 horas choveu 275,8 milímetros, mais do que o previsto para todo o mês de abril. Na Grande Tijuca, na região de Muda, o pico da chuva, na madrugada, foi o terceiro maior desde a criação do sistema de medição, em 1997. Segundo os dados, choveu quase 100 milímetros em uma hora, mais do que o registrado em abril do ano passado. Devido à intensidade do temporal, sirenes de alerta foram ligadas em 11 comunidades da Grande Tijuca, que estava em situação de alto risco. Com o alarme, as pessoas tiveram que deixar suas casas e se proteger em abrigos pré-definidos pela Defesa Civil. Foram registrados deslizamentos em quatro comunidades da Grande Tijuca, mas todos sem vítimas. O esquema foi acionado no Borel, em Formiga, no Chacrinha, na Matinha, em Cotia, Encontro, Santa Terezinha, Dona Francisca, no Morro dos Macacos, Morro da Liberdade e em Cachoeira Grande. Segundo boletim emitido no fim da noite desta segunda-feira, a Grande Tijuca registrou precipitação de cerca de 200 milímetros, mais que o volume médio previsto para 40 dias. Ficaram alagados importantes acessos à zona norte como a Avenida Francisco Bicalho, Avenida Radial Oeste, Boulevard 28 de Setembro, além de trechos da Rua São Francisco Xavier e da Avenida de Maracanã. Um homem morreu afogado na Praça da Bandeira, na zona norte, com o transbordamento do Rio Maracanã. Ele chegou a ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros e foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu. Durante a madrugada, a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, entre a zona norte e a zona oeste, precisou ser interditada por causa do rolamento de uma pedra de 300 metros cúbicos - o tamanho de um caminhão - , na altura do Morro da Árvore Seca. Não houve vítimas no local. Na Avenida Brasil, a principal ligação entre o centro e a zona oeste, bolsões de alagamento atrapalharam o trânsito, que seguiu com retenções em vários pontos. O Aeroporto Antônio Carlos Jobim/ Galeão operou com ajuda de instrumentos, na Ilha do Governador, e o Aeroporto Santos Dumont funcionou normalmente na manhã desta terça-feira. Equipes da Secretaria de Conservação e Obras estiveram nas ruas da Tijuca, o bairro mais atingido pelo temporal, desobstruindo bueiros e ralos e usando carros-reboque para retirar os veículos que quebraram devido ao alagamento das pistas. O motorista de táxi José Gonçalves Fernandes disse que foi surpreendido com a chuva forte na Tijuca. Ele veio de Jacarepaguá, onde não chovia, e de lá, por volta das 21h, não conseguiu mais sair. – Eu fiquei parado na Tijuca das 21h às 4h da madrugada, quando comecei a tentar trabalhar; ainda está tudo alagado, com dificuldade de passar em certos lugares. Fernandes disse ainda que “a Praça da Bandeira está totalmente alagada e o bairro da Leopoldina também”. Com o volume d’água, os rios Maracanã, Trapicheiros e Joana transbordaram e a Praça da Bandeira, uma das principais ligações com o centro e os bairros das zonas norte e oeste da cidade, ficou intransitável, sem dar passagem para ônibus e carros de passeio. Essa situação permaneceu por mais de nove horas. A chuva começou com maior intensidade pouco depois das 20h e com o alagamento da Praça da  Bandeira,  atingiu também o bairro do Maracanã, onde milhares de alunos do turno da noite da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Veiga de Almeida (UVA) não puderam voltar para casa. O prefeito Eduardo Paes acompanhou de perto a situação no Centro de Operações Rio. Ele disse que na região da Praça da Bandeira terão de ser realizadas “obras grandiosas nos rios Maracanã e Joana para acabar definitivamente com o problema das enchentes na região”. Paes disse ainda que serão necessários investimentos de R$ 400 milhões para acabar com as enchentes na Bacia dos dois rios. Parte desses recursos - no valor de R$ 200 milhões - seria liberada pelo governo federal dentro do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2). De acordo com a prefeitura, ocorreram quatro deslizamentos de terra na cidade, sem vítimas. Um homem morreu afogado na Rua Sotero dos Reis, na Praça da Bandeira, em consequência do transbordamento do Rio Joana. Outros bairros da zona norte também foram afetados, com trasbordamentos de rios e canais, mas sem maiores transtornos para a cidade.
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