Chuva em SC provocou prejuízos na agricultura estimados em R$ 5 milhões
As fortes chuvas que atingiram Santa Catarina na semana passada causaram prejuízos estimados em R$ 5 milhões para a agricultura do Estado. Relatório divulgado pela Secretaria da Agricultura aponta danos na atividade agropecuária de diversas regiões e perdas em diversas culturas. As chuvas prejudicaram também as pastagens, o que vai limitar a oferta de leite.
As fortes chuvas que atingiram Santa Catarina na semana passada causaram prejuízos estimados em R$ 5 milhões para a agricultura do Estado. Relatório divulgado pela Secretaria da Agricultura aponta danos na atividade agropecuária de diversas regiões e perdas em diversas culturas. As chuvas prejudicaram também as pastagens, o que vai limitar a oferta de leite. Como alguns municípios ainda estão isolados, não é possível informar se houve perda de animais, de acordo com a secretaria. Na enchente de 2008, 2,8 mil bovinos morreram.
Segundo relatório do órgão, o interior do Estado também registrou muitas perdas, assim como o litoral, especialmente o município de Antônio Carlos. Estradas interditadas dificultaram o acesso e o transporte de pessoas e animais. Culturas que estão em fase de desenvolvimento, como a cebola, o trigo e o fumo, terão menor produção.
O excesso de chuvas também prejudicou as folhagens. Como o produto substituto precisa vir de fora, deve haver aumento de preços. Com o elevado volume de chuvas, a cebola, cultivada principalmente no Alto Vale, deverá ser atacada por fungos e terá produtividade menor. O problema também deve afetar a produção de fumo. O trigo, em fase de desenvolvimento, apresenta queda de qualidade e produtividade quando atingido por muitas precipitações. Na atual safra, foram plantados 120 mil hectares de trigo e a projeção de colheita, antes da chuva, era 304 mil toneladas.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 86 municípios de Santa Catarina, incluindo a capital, Florianópolis, afetados por enchentes. A portaria do Ministério da Integração Nacional foi publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. Outras dez cidades - Agronômica, Aurora, Brusque, Ituporanga, Laurentino, Lontras, Presidente Getúlio, Rio do Oeste, Rio do Sul e Taió - estão em estado de calamidade pública.
De acordo com a Defesa Civil estadual, das 978.070 pessoas afetadas, 162.327 ainda estão desalojadas e 15,3 mil, desabrigadas. Ao todo, três pessoas morreram e 170 ficaram feridas devido aos problemas causados pela chuva.
A Defesa Civil destaca como prioridades o atendimento à população e a reconstrução de casas, pontes e rodovias. Segundo o governo, ações de prevenção a alagamentos e para minimizar os impactos das enchentes em todo o Vale do Itajaí também são o foco.
A Secretaria de Saúde faz uma série de recomendações para a população como cuidados com a água para o consumo e instruções para limpeza da lama residual das enchentes, que tem alto poder infectante.
Além disso, 3 toneladas de medicamentos, enviadas pelo Ministério da Saúde, devem chegar ao Estado de Santa Catarina para atender às vítimas das enchentes.
A Secretaria da Fazenda prorrogou em um mês o prazo para arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) próprio. O recolhimento, que deveria ser feito nesta segunda-feira, fica automaticamente prorrogado para o dia 10 de outubro. Esse benefício vale apenas para as empresas que tenham sido diretamente atingidas em municípios que decretaram situação de emergência ou estado de calamidade pública.
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